Prazo de Blackstar vence no Palmeiras, empresa dá ultimato ao clube e dispara na Crefisa

O diretor-financeiro da Blackstar International, Rubnei Quicoli (ao centro), é ladeado por diretores do Palmeiras
O diretor-financeiro da Blackstar International, Rubnei Quicoli (ao centro), é ladeado por diretores do Palmeiras

O prazo fixado pelo Palmeiras para que a Blackstar International Limited devolvesse ao clube questionário com informações sobre a empresa venceu na noite desta sexta (14). Rubnei Quicoli, representante da empresa que oferece patrocínio de quase R$ 1,4 bilhão informou que, por motivos pessoais, voltará a se reunir com o clube apenas em janeiro.

Quicoli fixou um prazo de 24 horas para o clube dar a sua posição oficial.

Ele insinuou que o clube estaria usando dois pesos e duas medidas, pois o Palmeiras estaria levando em consideração seu passado contra a oferta da Blackstar, mas relevando o fato de o proprietário da Crefisa, José Roberto Lamacchia, enfrentar problema na Justiça.

Ele se refere ao processo no qual o empresário José Roberto Lamacchia, proprietário da Crefisa, é acusado de fraude para tomar o controle da associação que comandava a FAM (Faculdade das Américas), que também tem a marca estampada no uniforme palmeirense.

A peça alega que Lamacchia, irregularmente, transformou a associação Cebrasp, sem fins lucrativos, em sociedade empresária, com transferência de todo seu patrimônio para ele mesmo. A manobra, ainda segundo o documento, poderia ter resultado em movimentação suspeita de até R$ 150 milhões. Houve recurso e o processo corre na Justiça.

O diretor-financeira pergunta como o patrocínio da Crefisa foi aceito sob essa condição e como Lamacchia e a mulher, Leila Pereira, puderam ser eleitos conselheiros do Palmeiras.

Quicoli afirmou que pode levar o patrocínio a outros clubes se o negócio com o Palmeiras não sair e que não necessariamente quer a saída da Crefisa como patrocinadora.

À época da eleição, a proposta da Blackstar ganhou contorno político quando seu valor foi utilizado pela oposição como argumento para mostrar que o clube teria outras opções valiosas de patrocínio além da Crefisa, cuja dona, Leila Pereira, é aliada política de Galiotte.

O ex-presidente Paulo Nobre, desafeto de Leila, intermediou a oferta da Blackstar entre Quicoli e o então candidato de oposição Genaro Marino, do grupo de Nobre, que posteriormente encaminhou a carta de intenções ao presidente do clube, Mauricio Galiotte.

Procurados pelo blog, a assessoria da Crefisa e a do Palmeiras não se pronunciaram.

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