Pratto tem histórico ruim, mas quer São Paulo ofensivo contra o Cruzeiro

Fellipe Lucena e Marcio Porto

O duelo entre São Paulo x Cruzeiro na próxima quinta-feira pela Copa do Brasil terá gostinho especial para um jogador. Ídolo do Atlético-MG durante mais de dois anos, o argentino Lucas Pratto reencontrará o adversário pela primeira vez desde que deixou o futebol mineiro. As lembranças não são tão boas, mas o são-paulino quer seu time atacando o rival no Morumbi, no jogo de ida da quarta fase da competição nacional.

- Metade, metade. Os últimos jogos contra o Cruzeiro não foram bons, a gente não conseguiu ganhar. Mas os primeiros, sim, foram bons. Sabemos que quinta-feira é um jogo importante, sabemos que teremos de tentar um bom resultado em casa para definir lá em Belo Horizonte. Temos de estar concentrados, porque eles ainda não perderam na temporada. É um grande rival, mas temos que ser ofensivos, mostrar que queremos ganhar a competição - afirmou Pratto, em entrevista neste domingo durante participação na Young Champions 2017, competição escolar organizada por Adidas e Uefa.

Pratto tem razão até certo ponto. Ele, de fato, começou muito bem contra o Cruzeiro. Logo na estreia, marcou os dois gols do Atlético-MG na vitória por 2 a 1 pelo Campeonato Mineiro de 2015. Mas o retrospecto não é "metade, metade". Esse foi seu único triunfo no confronto. Depois, disputou mais cinco jogos, perdeu três, empatou dois e não fez mais nenhum gol.

Agora, com a camisa tricolor, ele espera voltar a marcar contra o Cruzeiro e conta com a ajuda dos companheiros. O centroavante também destacou a boa fase de Gilberto, seu principal concorrente na posição. O camisa 17 marcou dois gols no último domingo na goleada de 5 a 0 sobre o Linense, pelo Paulista, e chegou a dez em 2017. É o artilheiro do time no ano. Pratto tem cinco.

- Ótimo. A gente trabalha para que todos estejam bem. Quando eu jogo, faço gol. Quando ele joga, faz gol. Isso é importante para todo mundo ter confiança. A boa fase dele é muito importante, ele trabalha muito na semana para estar bem. É importante que todos tenham confiança, como Araújo, Nem, Chávez, agora está chegando o Thomaz, o Cueva voltando... Precisamos de todos bem, porque agora vai começar uma sequência de decisões e às vezes quando um estiver mais cansado o outro vai ter que jogar - analisou Pratto.

Na partida contra o Cruzeiro, Pratto começará jogando e Gilberto deve ficar no banco de reservas. O jogo da volta é na quarta-feira, dia 19, em Belo Horizonte, onde o atacante argentino voltará a atuar depois de deixar o Galo este ano para defender o Tricolor.

Confira um bate-bola com o atacante Lucas Pratto:

Como lidar com essa maratona de decisões que o time terá pela frente?
É como o treinador está fazendo, dando lugar a todo mundo, misturando o time. Temos um elenco curto, mas muito parelho, qualquer um pode jogar. O que destaco é que o time está muito unido. Contra o Defensa y Justicia, não conseguimos jogar como queríamos, mas corremos o tempo todo. Depois viemos a São Paulo e fizemos cinco gols no Linense quando todos estavam esperando que a gente relaxasse. O jogo a jogo é o mais importante. Agora é pensar na quinta, depois no fim de semana. É bom que todos estejam bem, confiantes, porque o treinador precisa de todo mundo.

A equipe encontrou o equilíbrio que buscava?
Quando a gente vinha tomando gols, nossas entrevistas eram as mesmas. Falávamos que a defesa começava com pressão no ataque, no meio de campo. A gente não estava conseguindo recuperar a bola no meio de campo, agora estamos conseguindo recuperar lá na frente. Estamos melhorando, sabemos que agora começam os jogos mais difíceis. Sabemos que qualidade a gente tem, mas temos que estar também com a cabeça boa, não podemos desconcentrar em nenhum momento. Temos que saber que quinta-feira é o primeiro jogo de uma eliminatória e temos que estar concentrados, o mesmo no fim de semana na semifinal estadual.

Como está a situação do técnico Edgardo Bauza, na seleção da Argentina? Acredita que ele sairá?
Os jogadores estão tentando ficar externos à situação, então vou evitar dar uma resposta concreta. A gente só fica sabendo o que vocês da imprensa sabem. Nós não sabemos nada, então não podemos responder nada.




















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