Prass defende Felipe Melo: “Seria uma inversão de valores puní-lo”

Felipe Melo acertou dois socos no meia Mier em confusão entre Palmeiras e Peñarol após o jogo pela Copa Libertadores, em Montevidéu. Os palmeirenses, porém, defenderam o volante, que teve atuação tranquila durante os 90 minutos e foi provocado pelos uruguaios após o apito final no triunfo de virada por 3 a 2.

“Se alguém entra no estúdio de vocês dando chutes e pontapés, vocês não irão ficar parado esperando. Vão se defender. Seria o cúmulo da inversão de valores punir Felipe o Melo. Ele levanta os braços. Eles provocam, pegam pelo pescoço, ele é agredido e se defende. Não tem como. Se não faz nada, você é massacrado. Se ele não se defende, poderia ter tido uma tragédia aqui”, disse o goleiro Fernando Prass.

O entrevero de Felipe Melo com os uruguaios começou já na partida da última quarta-feira, no Estádio Palestra Itália, quando o volante foi chamado de macaco por um atleta adversário. Após a partida, porém, o camisa 30, disse que desculpou o rival porque o “perdão é bíblico”, e descartou seguir adiante com o processo.

“Começou lá no Allianz Parque. Depois do jogo eles foram para cima, chamaram o Felipe, o Keno, de macaco. O capitão foi, pediu desculpas para o Felipe, falou que não ia acontecer mais. Eu até falei: ‘Felipe, eles só estão te acalmando para o que vai vir no Uruguai'”, completou o goleiro.

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Em campo, Felipe Melo teve atuação tranquila e mostrou o bom futebol que vem jogando no Palmeiras. No início do primeiro tempo, o camisa 30 recebeu cartão amarelo após o primeiro gol do Peñarol, mas mostrou equilíbrio no restante da partida para não ser expulso.