'PQP, estamos no Qatar', Tite e auxiliar extravasam após classificação do Brasil para a Copa

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Quando questionado sobre a sensação de confirmar a vaga para a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, o técnico Tite tentou ser polido.

- Eu não posso falar o palavrão que eu tava com vontade de falar - disse o técnico brasileiro.

No entanto, o auxiliar-técnico da Seleção Brasileira, Cléber Xavier, deixou o protocolo de lado e colocou para fora o que o treinador do Brasil queria falar.

- PQP! Estamos no Qatar - externou o integrante da Comissão Técnica.

Tite já havia dito em entrevista coletiva antes da partida contra a Colômbia, nesta quinta-feira (11), na Neo Química Arena, que enxergava a Seleção Brasileira classificada para a Copa do Mundo, mas o triunfo por 1 a 0, pela 11ª rodada das Eliminatórias colocou os brasileiros matematicamente no Mundial do ano que vem.

Mas o duelo contra os colombianos não foi fácil. Após um primeiro tempo truncado, com forte marcação da seleção adversária, o treinador precisou mexer no time no intervalo, colocando Vinicius Júnior no lugar de Fred, modificando o esquema de jogo e principalmente o posicionamento de Lucas Paquetá, autor do gol da vitória.

- Quando as equipes vêm enfrentar o Brasil, temos que nos preparar para situações que possam acontecer. Quando eu ia jogar contra o Santos de Neymar, eu tinha que fechar os links para a bola não chegar nele. Muitas vezes conseguimos construir essa situação. Foi o que a Colômbia fez, ela fez um tripé no meio-campo, fechou o lado do Neymar e colocando intensidade de marcação restringindo os espaços - disse Tite em entrevista coletiva após o jogo.

- Como colamos o Neymar no Paquetá, ficamos com a posse, mas não tínhamos a infiltração e finalização contundente. O que teve no segundo tempo? Aí é agradecimento a minha comissão. Em cima dos movimentos do que a Juventus faz, o Alex Sandro e Danilo fazem. Eles fazem construções como terceiro defensor e como jogador mais avançado. Como fecharam o lado do Neymar, trouxemos o Paquetá para dentro e colocamos um aberto de lado. Para criar mais espaços e gerar dificuldade ao adversário. Amplitude do Raphinha, do Vinícius, um entrelinhas, o Paquetá, um construção ofensiva, Neymar, e Gabriel Jesus na frente - acrescentou o treinador.

Agora, matematicamente classificado para a Copa do Mundo, Tite e a Seleção Brasileira terão como missão fazer diferente do que foi na Mundial da Rússia, em 2018, quando os brasileiros foram derrotados por 2 a 1 pela Bélgica nas quartas de final e deram adeus antecipadamente à competição.

Na ocasião, o técnico não ficou durante todo o ciclo de preparação de uma Copa, tendo sido contratado em junho de 2016, após a saída de Dunga. E para o treinador, o fato de agora ter feito um trabalho de ponta a ponta entre mundiais é algo motivador.

- A única coisa que me move é fazer um ciclo inteiro, coisa que na última oportunidade não foi feito. Foi isso que me moveu. Eu não me ofereci para a Seleção, o meu empresário não foi buzinar no ouvido de ninguém, eu trabalhei para chegar. Eu peguei na metade de um processo, fomos até o final, vocês sabem a história, fui convidado depois de novo para um processo inteiro. Tal qual fiz no Grêmio, Corinthians, Caxias... Aí pensei, pensei, poxa, talvez essa minha trajetória profissional me permita fazer um período inteiro. É isso que me move - destacou o comandante da Seleção Brasileira.

O primeiro desafio da Seleção após a confirmação de classificação para a Copa do Mundo, será na próxima terça-feira (16), em San Juan, ainda pelas Eliminatórias. Será o último confronto do Brasil em 2021, já com a cabeça no ano que vem, com a disputa do Mundial.

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