Poupança tem maior captação da história, com R$ 30,45 bilhões em abril

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Foto: Getty Images
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Os depósitos em cadernetas de poupança superaram em R$ 30,45 bilhões os saques em abril. É a maior captação líquida da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Banco Central.

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O saldo total aplicado na modalidade é de R$ 881,66 bilhões e também é o maior da série histórica. Os brasileiros depositaram R$ 215,36 bilhões na poupança, maior valor da série para o mês. Os saques, por sua vez, ficaram abaixo da média registrada nos últimos meses e somaram R$ 184,9 bilhões.

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Segundo o economista Paulo Feldmann, professor da USP (Universidade de São Paulo), o auxílio emergencial do governo e pouca atratividade da renda fixa podem explicar o movimento.

Grande parte do auxílio emergencial oferecido pelo governo em razão da pandemia do novo coronavírus é paga por meio de conta-poupança. "Mas representa uma pequena parcela desses depósitos", disse Feldmann.

Para ele, a renda fixa perdeu tração nos últimos meses e as pessoas optaram por investir na poupança.

"Esses papéis estão remunerando mal, raramente conseguem cobrir a inflação porque têm incidência de impostos também. Além disso, a poupança tem muita liquidez [facilmente convertida em dinheiro]", disse.

Além disso, segundo Feldmann, as pessoas que economizaram com o isolamento social em razão da pandemia do novo coronavírus, optaram por colocarem o dinheiro na poupança.

"A população está em casa, então consome menos. Para aqueles que não perderam renda ou o emprego, sobrou dinheiro. Com as incertezas, quem pode com certeza guarda para o futuro", afirmou.

Em março, a poupança teve ganho real (acima da inflação) pela primeira vez desde novembro de 2019, de acordo com dados do Banco Central e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No mês, a poupança teve rentabilidade 0,21% e a inflação fechou em 0,07%, com 0,14 ponto percentual de ganho real.

O investimento rende a Taxa Referencial (TR), hoje zerada, mais 70% da Selic, que está em 3% ao ano.

A regra prevê que, quando a taxa básica de juros estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será 0,5% ao mês, mais TR.

Caso a taxa Selic esteja menor ou igual a 8,5% ao ano, o investimento é remunerado a 70% da Selic, acrescida da TR.

**Por Larissa Garcia, da Folhapress

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