Postura dentro e fora de campo faz com que Felipe Melo conquiste rapidamente a torcida do Palmeiras

Felipe Melo chegou ao Palmeiras neste ano com o status de uma das principais contratações da equipe e precisou de apenas 12 jogos para conquistar o torcedor alviverde. Contra o Mirassol, o volante marcou seu primeiro gol com a camisa do Verdão. Questionado sobre essa rápida identificação, o jogador disse já se sentir ídolo, mas salientou que precisa ganhar títulos para escrever eu nome na história do clube.

“Dado o momento, sim, já me considero ídolo. Mas para marcar história tem de ser coroado com título. Ídolo eu acho que já sou, agora falta marcar uma história como em outros clubes que passei, e isso vem com títulos. O Palmeiras fez um elenco forte, mas não podemos deixar só no papel”, afirmou.

Felipe Melo - Palmeiras - 22/03/2017


(Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

A raça e entrega em campo de Felipe Melo dentro de campo é outro fator determinante para essa rápida identificação. Antes dos jogos, inclusive, a torcida já grita: “Felipe Melo, pitbull, cachorro louco”.

Titular em oito dos dez jogos do Palmeiras no Paulistão, o volante tem uma média de dois desarmes por partida. Chama a atenção também a boa saída de jogo (precisão de passe: 83%).

Fora das quatro linhas, Felipe Melo também ganhou a empatia dos palmeirenses por conta das provocações aos rivais, como aconteceu no último fim de semana quando alfinetou a torcida do Santos.

“Eu estava de fora e acompanhei os jogadores do Santos, quando faziam gols, sacaneado o Palmeiras. Quando venciam, diziam que o Palmeiras estava acostumado a perder e eu não vi torcedor do Palmeiras falando que ia matar, entrando em página social de esposa. Não tenho medo de ameaça. Teve ameaça em rede social e não levo em consideração. Vento que venta de lá, venta daqui. Foi uma brincadeira. À parte da brincadeira, vencemos um time que, inclusive, foi melhor que nós, criou mais. Quando falei da Vila Belmiro.... Fui com o Flamengo lá e não venci. Com o Cruzeiro, vencemos e ali sim era caldeirão porque tava cheio lotado. A Vila é conhecida mundialmente e estava vazia. Brinquei não tive falta de respeito com o clube. Respeito o Santos, a torcida, mas não sabe brincar, não desce pro play”, explicou.