Por que o Manchester United processou o game Football Manager?

Goal.com

E um fato inusitado foi à tona nesta sexta-feira (22): depois de divulgar seu balanço no dia anterior - e de ser constatado um aumento de quase 30% nas dívidas - o Manchester United anunciou que está processando a Sega e a Sports Interactive, publicadora e desenvolvedora, respectivamente, da popular franquia Football Manager.

Segundo o clube, a empresa estaria utilizando o nome "Manchester United" de maneira indevida, nos jogos, sem a permissão da equipe.

De fato, os Red Devils, ao contrário de outros clubes que não assinaram com a Sports Interactive, aparece com seu nome no FM 2020, última edição do jogo a ser lançada. A Juventus, por exemplo, está como "Zebre". No entanto, logos e uniforme do time inglês não estão presentes no game.

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A alegação da empresa foi de que desde 1992, quando o primeiro Championship Manager foi lançado - o game que "gerou" o Football Manager - o nome do Manchester United vem sendo utilizado sem que o clube se posicionasse de maneira contrária ao seu uso.

Além disso, a Sega também afirmou que a equipe inglesa "nunca teria visto problema na utilização do termo" e que está fazendo isso agora para "tentar impedir que o FM consiga competir com outros games de futebol no mercado."

Outro ponto da defesa seria de que cópias do jogo são enviadas ao clube todos os anos. Segundo a publicadora, o Manchester United e seus jogadores já fizeram referências positivas ao game tanto na imprensa quanto nas redes sociais, e ainda alegou que olheiros dos Red Devils já teriam pedido, em mais de ocasião, a base de dados da Sports Interactive para pesquisar sobre jogadores.

Em resposta a tais alegações, o United afirmou que a desenvolvedora encorajam o uso de patches não-oficiais que burlam as licenças, colocando escudos e uniformes reais no game, que em tese, o Football Manager não pode utilizar.

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