Por que o badalado Atlético-MG vive um momento difícil em 2017

A poucos dias dos jogos diante de Botafogo e Jorge Wilstermann, por Copa do Brasil e Libertadores, Galo tem jogos decisivos pelo Campeonato Brasileiro

O Atlético-MG não vive o melhor de seus momentos na temporada. Com uma vitória nos últimos cinco jogos de 2017, a equipe de Roger Machado tenta se recuperar nos próximos compromissos. Mas o que faz com que um elenco tão badalado como o Galo acumule tropeços consecutivos?

A Goal Brasil tenta explicar os motivos dos reveses contra Cruzeiro, Caldense e Libertad, do Paraguai, além do empate por 1 a 1 com a URT em pleno Mineirão.

Sem mudanças na escalação

Roger Machado tem peças de sobra para modificar o time. Contudo, insiste na mesma formação. O elenco conta com nomes como Adilson, Marlone, Maicosuel e Rafael Moura. O treinador, entretanto, evita realizar mudanças. Mesmo quando as principais peças não rendem, o comandante descarta modificações. Questionado recentemente sobre a possibilidade de modificação do esquema, o gaúcho descartou:

"Com o tripé de volantes no meio, você fica com o time bastante pesado, e os lados vão precisar ser preenchidos de qualquer forma. Não pode ficar sete marcando e três livres. Não existe mais esse tipo de jogo. Hoje, todos têm que marcar. Se os volantes marcam os lados, o meio fica aberto. O futebol pede que todos marquem e todos joguem", afirmou na ocasião.

Vulnerabilidade defensiva

Os números defensivos de 2017 são bons. Em 18 partidas disputadas, a equipe sofreu apenas 17 gols. Contudo, quando a análise é mais recente, a situação está longe de ser boa. Nos últimos cinco jogos, o time teve as suas redes balançadas em oito oportunidades. A média é de 1,6 gol sofrido por confronto. As bolas na rede são motivadas por falhas individuais e coletivas.

Pragmatismo ofensivo

O Atlético-MG tem encontrado dificuldades para criar chances de balançar a rede. Embora tenha feito cinco gols diante do Sport Boys, da Bolívia, pela Libertadores, nos outros quatro jogos, o time fez apenas três. Para se ter ideia do problema ofensivo, o Galo finalizou somente dez bolas em direção à meta adversária em três jogos da Copa Libertadores da América. Há 24 equipes com número superiores ao dos mineiros na competição.