Por que ficar em 2º no grupo pode ser bom para o Brasil

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<em>Com quatro pontos, Brasil é líder da chave pelo saldo de gols (Wander Roberto/Gazeta Press)</em>
Com quatro pontos, Brasil é líder da chave pelo saldo de gols (Wander Roberto/Gazeta Press)

Pode soar como decepcionante para muitos torcedores brasileiros não ver a seleção na liderança de um grupo com Sérvia, Suíça e Costa Rica. Mas, pensando friamente, o segundo lugar tem seu lado positivo. Isso porque vários dos favoritos ao título, como Alemanha, França, Argentina e Espanha, podem ficar do outro lado da chave, a partir das oitavas de final, quando começa o mata-mata da Copa do Mundo.

A vice-liderança no Grupo E, por exemplo, possivelmente evitaria o confronto com a Alemanha já nas oitavas de final – levando em consideração que os alemães, após a derrota para o México na estreia, têm uma enorme possibilidade de só passarem no segundo lugar. Vale lembrar que o primeiro da chave brasileira pega o segundo da chave alemã e vice-versa.

É de se imaginar um caminho com os seguintes adversários para o Brasil na eventualidade de ser vice-líder: México nas oitavas de final (líder do Grupo F), Inglaterra nas quartas (vice-líder do Grupo G) e Portugal na semifinal (líder do Grupo B).

Nesse mesmo contexto, com a primeira posição da chave, o Brasil poderia ter a Alemanha como rival nas oitavas, a Bélgica nas quartas e a Espanha na semifinal.

Desde 1978 que a seleção brasileira não passa para a segunda fase em outro lugar que não a primeira colocação. Foi no Mundial da Argentina, quando o Brasil ficou atrás da Áustria, apesar de ambos terem na oportunidade os mesmos quatro pontos.

Depois dos resultados da rodada desta sexta-feira pelo Grupo E, o Brasil lidera a chave com quatro pontos, assim como a Suíça. Porém, a seleção de Tite tem saldo de gols melhor (dois contra um). Na rodada final, porém, os pentacampeões pegam a Sérvia, que ainda sonha com a vaga e soma três pontos, enquanto a Suíça encara a Costa Rica, já sem chance de classificação após duas derrotas.

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