Por que os jogadores da Croácia estão sendo acusados de apologia ao fascismo

Débora Melo
HuffPost Brasil
O zagueiro Domagoj Vida, da seleção da Croácia.
O zagueiro Domagoj Vida, da seleção da Croácia.

Surpresa da Copa da Rússia ao chegar pela primeira vez a uma final do mundial, a seleção da Croácia se viu envolvida em polêmica após a exposição do nacionalismo de seus jogadores. Parte disso tem raízes na tumultuada história croata, marcada por opressão, guerras e conflitos.

Em vídeo divulgado pelo jogador Lovren após a vitória sobre a Argentina, ainda na primeira fase da competição, os croatas aparecem cantando no vestiário a música Bojna Cavoglave, da banda Thompson, que faz apologia ao fascismo.

A canção se inicia com a frase "Za dom spremni", que em português significa "Pela pátria, preparados", lema e saudação tradicional do grupo fascista Ustase, que controlou a Croácia durante a Segunda Guerra Mundial. Os nazistas cederam o governo croata a essa milícia local em 1941, quando ocuparam a antiga Iugoslávia.

O segundo episódio controverso ocorreu logo depois da vitória da Croácia sobre a Rússia, nas quartas de final da Copa. Em vídeo que circulou nas redes, o zagueiro Domagoj Vida e o auxiliar técnico Ognjen Vukojevic aparecem gritando "Glória à Ucrânia".


O lema remete à revolução que em 2014 resultou na queda do então presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich, aliado da Rússia. A crise desencadeou um conflito e, como resposta, os russos ocuparam e anexaram a península da Crimeia.

Os gritos de "Glória à Ucrânia" também são entoados por grupos contrários à Rússia que, não raro, flertam com o nacionalismo xenófobo.

A versão oficial da seleção da Croácia é de que o jogador e o auxiliar faziam uma homenagem a um clube onde já jogaram, o Dínamo de Kiev. Ambos se desculparam, mas Vukojevic foi multado e afastado da Copa. Vida,...

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