Por que as atividades físicas podem reduzir o efeito botox

Caretas podem afetar na duração do procedimento (Foto: Pexels)


Cada vez mais as pessoas têm procurado procedimentos estéticos no mundo, e no Brasil não é diferente. Segundo dados da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Estética), o país ficou atrás apenas dos EUA em 2020, na realização destes tratamentos, sejam cirúrgicos, ou não cirúrgicos. Entre eles, o uso da toxina botulínica, o famoso botox é um dos mais desejados. Porém, alguns fatores podem reduzir o efeito do processo, como a atividade física.

Especialista e referência em estética, a Dra. Priscilla Martelli comentou sobre como isso acontece. Segundo ela, o procedimento, que dura em volta de quatro a cinco meses, pode reduzir em até três meses para os atletas, devido à intensidade nos treinamentos. A Dra. também afirma que o fato é atribuído de forma errônea ao metabolismo.

“Na verdade, quem pratica atividade física produz mais estímulos musculares, principalmente durante as contrações faciais (caretas) que acompanham os exercícios. Quanto maior os estímulos na região aplicada da toxina, mais rápido ela será consumida e consequentemente seu efeito será mais curto”, explicou.

Entretanto, o fator da toxina botulínica ter o seu processo reduzido com às atividades físicas não é um motivo para que uma pessoa interrompa os seus exercícios. Segundo Priscilla, a pessoa pode continuar sua rotina e o procedimento do botox, mas tomando devidas precauções durante o seu momento de treinos.

“Sabemos que a atividade física é muito importante para a saúde, por isso não existe contraindicação. Recomendamos aos pacientes que praticam atividades, que evitem fazer as contrações faciais durante os exercícios. Desta forma, o resultado da toxina terá um efeito mais duradouro e a pele, um menor risco de apresentar rugas ou linhas de expressão”, concluiu.