Por onde sai o gol: Brasil aposta em sua 'muralha', enquanto Croácia sofre com cruzamentos; veja raio-X

Há uma regra não escrita em Copas do Mundo que diz que a seleção campeã não é aquela que joga mais bonito ou que faz mais gols. Na verdade, é a que consegue ser mais regular nos momentos decisivos. Em outras palavras, sofrer poucos gols, principalmente na fase de mata-mata. Se isso for levado ao pé da letra, o Brasil tem motivos de sobra para acreditar no hexacampeonato mundial. Nesta quartas de final, terá pela frente a Croácia e colocará a sua consistência defensiva diante da fragilidade dos europeus. Comparação chocante de ver neste nível de campeonato mundial.

Contando os últimos 15 jogos da Croácia disputados antes da Copa do Mundo e os quatro em que entrou em campo no Catar, os europeus sofreram 13 gols. A maioria deles foram originados de cruzamentos (seis no total, sendo três pela direita e três pela esquerda). O goleiro Dominik Livakovic tem apresenta dificuldades de fazer defesas no quadrante inferior esquerdo de sua meta, já que sofre a maioria dos gols neste local (seis dos 13 no total).

A Croácia também tem o costume de abaixar a sua intensidade no final do primeiro tempo, o que explica a quantidade de gols sofridos neste período. Dos 13, sete nasceram no final da primeira etapa ou no início da segunda.

Números que seguem a média da maioria das seleções participantes. Não surpreende. O que chama a atenção está do outro lado: a seleção brasileira se vende como uma muralha quase impenetrável e sofreu apenas sete gols neste mesmo período de jogos.

Isso sem levar em conta que três desses gols podem ser considerados pontos fora da curva do que problemas defensivos: um deles foi de falta, em lance de rara felicidade do cobrador; diante de Camarões, sofreu o tento quando estava com a seleção reserva em campo; e diante da Coreia do Sul, tento sofrido por desatenção quando estava vencendo por 4 a 0 e contando ainda com uma bola que desviou na defesa.