Por dentro do Baile da DZ7, local onde morreram 9 jovens em São Paulo

Uma ação da Polícia Militar em uma festa funk em Paraisópolis deixou 9 jovens mortos pisoteados na madrugada de domingo (1) – uma das vítimas é um adolescente de 14 anos.

O “Baile da 17” acontece semanalmente e costuma reunir milhares de jovens na segunda maior favela de São Paulo.

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A série Melanina, parceria do Yahoo Notícias com o Alma Preta, esteve por dentro do baile para a confecção do episódio sobre Festas e como elas empoderam o povo preto e periférico.

O Baile da 17 começou no início desta década nas ruas de Paraisópolis. Moradores contam que o número 17 é uma referência a um bar de drinks que existia na favela, na frente do qual acontecia um pagode.

Com o tempo, os frequentadores começaram a ouvir funk em carros estacionados na rua.

Hoje, a festa costuma acontecer entre sexta e sábado, e já chegou a reunir 30 mil pessoas em quatro ruas da favela.

DJ’s estacionam carros com aparelhos de som potentes e os frequentadores se reúnem ao redor dos veículos para dançar e se divertir.

Excursões levam jovens do interior de São Paulo ou até mesmo do Rio de Janeiro para Paraisópolis, tamanha é a fama do pancadão.

Moradores denunciam que, com frequência, o baile começa na quinta-feira e se estende até domingo.

O barulho levou muitas pessoas a saírem da área, que hoje é tomada por estabelecimentos comerciais que atendem os frequentadores da festa, como tabacarias e bares.

Esses comerciantes bancam parte da festa – contratando os DJ’s, por exemplo, que chegam a receber R$ 2 mil por noite.

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