Políticos comentam decisão do STF que barrou nomeação de Ramagem para PF

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Nomeação do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para PF foi barrada pelo STF. (Foto: Agência Brasil)
Nomeação do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para PF foi barrada pelo STF. (Foto: Agência Brasil)

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal gerou reação em líderes partidários e em parlamentares. 

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Moraes atendeu a um pedido do PDT, que entrou com um mandado de segurança no STF alegando “abuso de poder por desvio de finalidade” com a nomeação do delegado para a PF. Ramagem, que era diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), é amigo da família Bolsonaro.

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Após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou em seu Twitter que o presidente Jair Bolsonaro não está acima das leis.

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“Bolsonaro não é a Constituição. O chefe da Polícia Federal não é assessor do presidente. A PF não está a serviço da família presidencial. E nenhum criminoso está acima da lei, não importa de quem eles sejam filhos”, disse o deputado.

A posição de Freixo é compartilhada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que defendeu que a “PF precisa de independência para atuar e não pode ser ferida pelas influências políticas e familiares de Bolsonaro”.

Já o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, considerou “suspeita” a tentativa de impedir a nomeação de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, para a direção-geral da PF. “Ele deve ter farta informação mapeada e gravada, de muitos ministros do STF. Deve haver muito capa preta, muito urubu com o rabo na cerca. Não há outra explicação”, acusou.

Para o deputado federal Marco Feliciano (sem partido-SP), a suspensão da nomeação é “uma consumada arbitrariedade” e evidencia a “indisfarçável vontade do Judiciário de governar sem ter poderes para isso”. 

Após a saída de Sergio Moro do governo sob a alegação de interferência política da Polícia Federal, a nomeação do novo diretor-geral da corporação pelo presidente Jair Bolsonaro virou alvo de uma série de ações na Justiça e de resistência no Congresso.

A derrota no Supremo fez com que Bolsonaro desistisse de nomear Ramagem para a PF, que volta para o cargo de diretor-geral da Abin. 

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