'Polícia Federal não é pessoal, nem familiar', diz Doria sobre mudanças de Bolsonaro na PF

Yahoo Notícias
Doria ressaltou que a independência da Polícia Federal deve ser respeitada. (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)
Doria ressaltou que a independência da Polícia Federal deve ser respeitada. (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou as mudanças indicadas pelo presidente Jair Bolsonaro para o comando da Polícia Federal.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

“A Polícia Federal deve ser respeitada e é nacional. Não é pessoal, nem familiar. O Brasil rejeitou a república dos companheiros (em referência ao bordão lulo-petista), e o mesmo brasil rejeita agora a república dos amigos. Não devemos ser condescendentes com companheiros ou com amigos nessas circunstâncias”, destacou Doria, em seu pronunciamento na coletiva de imprensa desta segunda-feira (27), no Palácio dos Bandeirantes.

Leia também

O nome mais cotado no Palácio do Planalto para assumir o cargo de diretor-geral da PF é de Alexandre Ramagem, amigo do vereador Carlos Bolsonaro, o filho 02 do presidente e investigado pela PF como um dos articuladores de esquema de espalhar fake news.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Atualmente, Ramagem é diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e foi chefe de segurança de Bolsonaro em 2018, quando se aproximou de Carlos.

No domingo, Bolsonaro respondeu a uma seguidora nas redes sociais “E daí?” sobre a amizade entre Ramagem e Carlos.

Bolsonaro também deve nomear nesta segunda outro amigo da família para um posto importante: trata-se de Jorge Oliveira, atual secretário-geral da Presidência, para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, no lugar de Sergio Moro.

Oliveira foi chefe de gabinete e padrinho de casamento de Eduardo Bolsonaro, o filho 03.

INTERFERÊNCIA

Doria também comentou as acusações de interferência política na PF por parte de Bolsonaro, feitas por Moro em seu discurso de demissão do cargo. “O presidente deve interagir com o povo, e não com o chefe da PF. Interferir é crime”, finalizou o governador tucano.

Na sexta-feira (24), o ex-ministro da Justiça acusou Bolsonaro de querer interferir politicamente na PF para ter acesso a informações sobre investigações sigilosas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de um inquérito ao STF contra Bolsonaro, para investigar as tentativas de interferência na Polícia Federal. 

Nas redes sociais, Bolsonaro negou qualquer tentativa de interferência.

Leia também