Polônia se adaptará ao jogo argentino, diz Scaloni antes de duelo decisivo

Técnico da seleção da Argentina, Lionel Scaloni, durante entrevista coletiva em Doha

(Reuters) - A seleção polonesa de futebol pode mudar seu sistema de jogo de acordo com o adversário e certamente o fará quando enfrentar a Argentina na quarta-feira, na última rodada do Grupo C da Copa do Mundo do Catar, disse o técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni.

A Polônia lidera o grupo com quatro pontos, seguida por Argentina e Arábia Saudita com três pontos cada. O México está em último com um ponto. A Argentina precisa vencer a seleção europeia na quarta-feira para chegar às oitavas de final sem depender do resultado da outra partida.

"A maioria das equipes muda seu sistema, ou a maneira de jogar, mas a Polônia tem uma boa ideia do jogo e pode jogar com uma linha de quatro ou cinco, independentemente do adversário que enfrentam", disse Scaloni em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira.

"Eu acho que, ao enfrentar a Argentina, quase sempre aconteceu que no jogo anterior (o adversário) joga de forma diferente. Eles podem ser os mesmos jogadores, mas acho que eles se adaptarão ao nosso jogo. Temos uma ideia muito clara do jogo", acrescentou ele.

A Argentina estreou na Copa do Mundo com uma derrota surpreendente por 2 x 1 para a Arábia Saudita e se recuperou no segundo jogo com uma vitória de 2 x 0 sobre o México em uma partida em que só encontrou seu jogo depois que Lionel Messi abriu o placar no segundo tempo.

"Agora a equipe está mais calma. Em uma seleção como esta, todo jogo é importante, mesmo que você se sinta liberado. Agora temos a nosso favor que, se ganharmos, passaremos à fase seguinte. Esperamos que sim", disse o treinador.

Scaloni reiterou que não ficou surpreso com o nível uniforme visto na competição, na qual houve várias surpresas e apenas três equipes garantiram sua passagem para as oitavas de final com um jogo de antecipação.

"Na fase de grupos, equipes que a priori não eram muito conhecidas mostraram grandes níveis, eles deram o golpe. Não estamos surpresos. A fase de grupos é difícil, traiçoeira", disse ele.

"Ainda temos que ver uma equipe se destacar das demais. Havia a Espanha com a Costa Rica, mas depois a Alemanha os comprometeu. O campeão sempre precisa de alguma sorte. Nem sempre é o melhor ou o que mais chega ao gol adversário", acrescentou ele.

(Por Javier Leira)