Polêmicas do UFC 210 podem ser decididas no tapetão; entenda

Após um final de semana para lá de polêmico, que teve início ainda na pesagem oficial para o show, as duas lutas principais do UFC 210, evento realizado no último sábado (8) em Nova York (EUA), contaram com situações controversas e que podem ter um desfecho jurídico a depender da análise dos recursos de Chris Weidman e Anthony Johnson.

Toda a confusão começou durante a pesagem, no dia anterior ao evento. Escalado para enfrentar Johnson, Daniel Cormier teve problemas para bater o peso e precisou subir duas vezes na balança. O problema é que na sua segunda tentativa, que aconteceu dois minutos após ele não bater o peso, ‘DC’ segurou na toalha que cobria seu corpo. E essa atitude pode ter feito com que o campeão dos meio-pesados (93 kg) dividisse os 500 gramas que precisava perder com quem a segurava – ainda mais considerando o curtíssimo espaço de tempo entre as duas pesagens.

O empresário de Johnson, Ali Abdelaziz, já deixou claro que entrará com as medidas legais cabíveis junto à Comissão Atlética de Nova York para cobrar a aplicação de uma multa de 20% a Cormier – normalmente efetuada para punir atletas que não batem o peso.

“Os direitos de Anthony foram violados. Vamos atrás dos canais legais adequados para resolvermos isso. Todo mundo viu o que aconteceu. Como alguém perde 1,2 libras (pouco mais de 0,5 kg) em dois minutos? Não queremos tirar nada de dele, ele mereceu aquela vitória. Mas Cormier precisa abrir mão de 20% da bolsa para Anthony. Ele tinha duas horas extras para cortar peso – e eu acho que ele provavelmente conseguiria -, mas como isso aconteceu, acho que ele não conseguiu bater o peso”, declarou em entrevista ao site ‘ESPN’.

Já no co-main event do show, a polêmica se deu no desfecho do duelo entre Weidman e Gegard Mousasi. Em determinado momento do combate, o ex-campeão do Strikeforce aplicou duas joelhadas certeiras ao se defender de uma queda e o atleta da casa tentou encostar as duas palmas da mão no solo, para garantir que tais golpes fossem ilegais. Após paralisar a disputa, analisar o replay e conversar com os médicos, o árbitro Dan Miragliotta determinou a legalidade dos ataques e decidiu interromper o combate e declarar o iraniano vencedor em função do desgaste do americano.

A reclamação de Weidman, nesse caso, é simples: de acordo com o atleta, o uso de replays não é permitido no estado de Nova York. E, por isso, o empresário do atleta, Audie A. Attar, garantiu ao site ‘newsday.com’ que entrará com um recurso para alterar o resultado do combate.

As polêmicas envolvendo o UFC 210 também chamaram a atenção do presidente do Ultimate, Dana White, que condenou a comissão do estado em entrevista coletiva após o evento: “Com a Comissão Atlética de Nova York, parece que estamos em 2001 novamente. Esses caras nunca fizeram lutas de artes marciais mistas. Esses caras precisam ganhar experiência”.