"Pode virar o América", avisa Montenegro, sobre futuro do Botafogo sem a S.A.

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Montenegro prevê chance de briga por títulos com a S.A. a partir de 2023 (Vitor Silva/Botafogo)
Montenegro prevê chance de briga por títulos com a S.A. a partir de 2023 (Vitor Silva/Botafogo)

Brigar por títulos a partir de 2023 ou se transformar em um clube pequeno. Essas são as possibilidades do Botafogo com ou sem a transformação em um clube-empresa, de acordo com Carlos Augusto Montenegro, membro do Comitê Executivo de Futebol alvinegro.

“Se não sair a S.A., o Botafogo vai acabar? Acabar, não acaba nunca, mas pode virar o América”, resume presidente do clube na conquista do último título nacional, em 1995. “As dívidas do Botafogo são impagáveis. Se fosse uma empresa, já teria fechado... teria falido”, acrescenta.

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De acordo com Montenegro, o Botafogo deve cerca de R$ 1 bilhão. Alguns botafoguenses estão ajudando para não deixar o clube morrer. Mas nossa prioridade hoje é fazer essa empresa. Aí, vamos respirar em 2020, 2021, começando a organizar a casa”, explica o dirigente.

“A partir de 2022, (o Botafogo) vai poder cantar um pouco de galo e em 2023 volta a disputar título. Esse é o projeto”, justifica Montenegro, garantindo que as negociações para que a S.A. saia do papel continuam avançando. “É importante e graças a Deus estamos perto”.

Para o homem forte do futebol botafoguense, com as dívidas gigantes, os bloqueios na Justiça e a falta de receita, não há futuro. "O Botafogo é uma Ferrari de último tipo. Mas é uma Ferrari dentro de uma areia movediça, num pântano", compara.

A transformação do Bota em clube-empresa já foi aprovado pelo Conselho Deliberativo e em assembleia. Resta a captação junto a investidores para que o projeto se torne realidade.

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