Polícia do Rio investiga denúncia de PMs entregando barris de chopp a milicianos

PM apura denúncia de policias entregando chopp a milicianos - Foto: Reprodução/Twitter
PM apura denúncia de policias entregando chopp a milicianos - Foto: Reprodução/Twitter

A Polícia Militar do Rio de Janeiro vai apurar uma denúncia envolvendo PMs que estariam entregando barris de chopes a milicianos na comunidade do Rio das Pedras, zona oeste da cidade. Os agentes ainda estariam prestando serviço durante o expediente e usando a viatura da corporação. As informações são do Portal UOL.

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A comunidade de Rio das Pedras é uma área dominada pelo Escritório do Crime, grupo paramilitar investigado pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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Fotos do flagrante foram divulgados em um perfil no Twitter que compartilha imagens e informações sobre o cotidiano das comunidades cariocas, publicando sempre casos de violência recorrentes no local. Nas imagens, é possível ver uma viatura responsável pelo patrulhamento da comunidade estacionada em frente a um estabelecimento comercial. Em outra imagem, a porta do motorista está aberta e um homem pega o recipiente.

O perfil oficial da Polícia Militar no Twitter se manifestou e disse que o comando do 18º BPM foi procurado para prestar esclarecimentos a respeito do flagrante.

"Já entramos em contato com o comando do 18º BPM para esclarecer as circunstâncias destas imagens. A corporação não compactua com qualquer desvio de conduta, apura com rigor e senso de justiça todas as denúncias que chegam ao nosso conhecimento", disse a corporação.

O chefe do Escritório do Crime é o ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, o “Capitão Adriano”, que está foragido. Nóbrega também é investigado por envolvimento com um suposto esquema de rachadinha no gabinete do senador Flavio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

Vale lembrar que Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e pivô do escândalo das irregularidades no gabinete do filho do presidente. Tanto Flávio como Queiroz negam as irregularidades.

De acordo com o UOL, apesar da PM pregar tolerância zero com irregularidades, apenas 81 agentes foram expulsos da corporação por envolvimento com grupos de milícia entre 2008 e 2018.

A justificativa da PM consiste no fato de que o crime de milícia só foi tipificado em 2012. De acordo com a corporação, outros policiais foram expulsos por crimes análogos ao contato com milicianos, sem divulgar um número exato.

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