Pitacos do UFC Raleigh, com Dudu Dantas: ‘Mão do Cigano intimida qualquer lutador’

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Junior Cigano tem 15 nocautes em 21 vitórias no MMA (Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images)
Junior Cigano tem 15 nocautes em 21 vitórias no MMA (Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images)

O segundo UFC de 2020 acontece às sombras do retorno de Conor McGregor e com um card esvaziado, mas conta com um quarteto brasileiro em ação. Na luta principal, o ex-campeão dos pesados, Junior Cigano, mede forças com o embalado Curtis Blaydes, enquanto Rafael dos Anjos, que já esteve no topo do mundo entre os leves (70kg), duela com Michael Chiesa pela divisão meio médio (77kg).

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O evento, que acontece na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, EUA, marca o retorno de Cigano ao octógono depois da grave infecção na perna que poderia tê-lo levado à morte no último trimestre de 2019. Dudu Dantas, ex-campeão do Bellator e ex-companheiro de time do peso-pesado, acredita em vitória do compatriota contra um oponente sete anos mais jovem.

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“O brasileiro tem uma parada duríssima pela frente”, analisa Dantas. “(Blaydes) é um cara bem complexo de se lutar porque você não sabe de onde vêm os golpes. Ele está trocando, jogando os cruzados, e daqui a pouco entra nas pernas. Se o oponente defende, ele sobe com um gancho, um cruzado, um cotovelo. Ele também tem uma explosão nas pernas para derrubar. Mas acredito que o Cigano está bem treinado para essa luta”.

Cigano vinha de três boas vitórias no UFC até cair diante de Francis Ngannou, por nocaute, em 2019. O africano, aliás, foi o único lutador a bater Blaydes no MMA, nocauteando o norte-americano duas vezes. O palpite do blog é em vitória de Blaydes por nocaute técnico no terceiro assalto, mas Dantas aponta o melhor caminho para Cigano sair vitorioso.

“As chaves da vitória seriam movimentação de pernas e, é claro, suas mãos pesadíssimas, onde ele conseguiu a maioria dos seus nocautes”, disse Dantas. “A mão do Cigano intimida qualquer lutador. Ele tem que manter a distância, jogando os jabs, fintando bastante, e fazendo com que o Curtis Blaydes erre. O Curtis Blaydes tem muitas brechas na parte em pé, então o Cigano tem que explorar isso. O Francis Ngannou já mostrou esse caminho. Acho que vai dar Junior Cigano”.

Na luta co-principal, o blog acredita em triunfo por pontos do niteroiense dos Anjos contra Chiesa. Dantas também enxerga favoritismo do ex-campeão do UFC, embora veja cenários onde o adversário, que vem de vitórias sobre Carlos Condit e Diego Sanchez, possa dificultar sua vida ao longo de três rounds.

“Vejo o Rafael dos Anjos mais técnico tanto em pé quanto no chão, mas o Michael Chiesa complica muitos lutadores com sua envergadura e seu chão agressivo e finalizador”, disse Dantas. “Acho que a vontade do Rafael pode falar mais alto porque ele quer voltar aos holofotes, às vitorias. Rafael já ganhou de dois caras que derrotaram o Chiesa (Kevin Lee e Anthony Pettis), então acredito que o Rafael seja muito melhor”.

“O Michael Chiesa pode complicar, sim, uma vez que o Rafael já perdeu para dois bons wrestlers (Kamaru Usman e Colby Covington). O Chiesa é um cara que tenta agarrar o tempo todo e fazer força. A chave da vitória para o Rafael é ser agressivo, chutar as costela, cair por cima e metendo a mão”, completou.

Herbert Burns e Felipe Cabocão completam o time brasileiro no UFC Raleigh diante de Nate Landwehr e Montel Jackson, respectivamente. Burns, irmão do peso-meio-médio Gilbert Durinho, estreia na organização após fazer carreira no ONE Championship e Titan FC, enquanto Cabocão vem de triunfo por pontos sobre Domingo Pilarte, a primeira vez que teve os braços erguidos no UFC.

O blog acredita em vitória de Burns por finalização no segundo round, mas prevê triunfo por pontos de Jackson sobre Cabocão no card preliminar.

“Não botaram moleza para o brasileiro”, disse Dantas, se referindo à estreia de Burns. “(Landwehr) é ex-campeão do M-1, um striker que vem pra cima com tudo. Vamos ver como ele vai se sair no Ultimate, uma vez que sabemos que no M-1 não tem exame antidoping. Já o Herbert Burns tem a trocação mediana, mas vem melhorando, e tem o chão muito bom. Eu acredito que o Herbert, mantendo a calma, jogando na distância e esperando o momento certo, ele finta e bota para baixo. O Nate é um ótimo striker, mas tem essas brechas”.

O ex-detentor do cinturão dos galos (61kg) do Bellator aposta em Cabocão, vendo seu jiu-jitsu como diferencial para o combate deste sábado. 

“Me parece que o Jackson é do muay thai porque ele usa bastante os joelhos e cotoveladas, e os dois são bem altos para essa categoria”, analisa Dantas. “O Cabocão aceita a trocação, mas acredito qua sua chave para a vitória mais tranquila seja fintar que vai trocar e tentar botar o Jackson pra baixo, até porque ele quase não faz chão nas suas lutas. O Cabocão tem que ter atenção nessa parte e buscar o caminho mais fácil, já que ele tem um chão muito melhor”.

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