Pitacos do UFC 246, com Vicente Luque: Vai dar zebra em McGregor x Cerrone?

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Conor McGregor e Donald Cerrone se encaram na luta principal do UFC 246 (Chris Unger/Zuffa LLC)
Conor McGregor e Donald Cerrone se encaram na luta principal do UFC 246 (Chris Unger/Zuffa LLC)

Conor McGregor é o favorito nas casas de apostas diante de Donald Cerrone em seu retorno ao octógono do UFC, mas as opiniões estão dividas no “Pitacos” do blog.

O duelo, válido pela categoria meio-médio (77kg), encerrará os trabalhos do primeiro UFC de 2020 em Las Vegas, na madrugada de sábado para domingo (horário de Brasília), e o brasileiro Vicente Luque, promessa desta divisão de peso, apostou suas fichas no azarão.

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“Vou dar a vitória para o Cerrone, por pouco”, Luque disse ao blog. “Ele vive um momento melhor por estar mais ativo, tem lutado mais”.

De fato, “Cowboy” Cerrone lutou mais vezes nos últimos tempos, enfrentando quatro oponentes em 2019, mas o retrospecto recente não é tão positivo. Após abrir o último ano com triunfos sobre Alexander Hernandez e Al Iaquinta, o norte-americano caiu diante dos duríssimos Tony Ferguson e Justin Gaethje.

McGregor, por outro lado, não luta desde outubro de 2018, quando foi finalizado por Khabib Nurmagomedov. Sua última vitória aconteceu no longínquo UFC 205, em novembro de 2016, sobre Eddie Alvarez. Para se ter uma ideia, Alvarez já fez cinco lutas desde então.

Apesar da longa seca, o blog acredita em vitória do irlandês por nocaute no segundo round, abusando dos golpes no corpo. Para Luque, a versatilidade de Cerrone (maior vencedor por nocaute e finalização da história do UFC) lhe garantiria leve favoritismo dentro do octógono.

“Cerrone tem duas armas que, se souber utilizar, podem lhe favorecer”, aponta Luque. “Ele tem um bom jogo de chão. Ele começa devagar na trocarão, então, se botar para baixo, pode explorar isso. E, como é uma luta de cinco rounds, o McGregor já mostrou outras vezes não estar bem preparado para cinco rounds. Dependendo de como for a luta, fica melhor para o Cerrone. Eu daria uma margem pequena para ele, mas é luta dura para os dois”.

Na luta co-principal, a ex-campeã peso galo do Ultimate, Holly Holm, busca retomar o caminho das vitórias após cair diante da brasileira Amanda Nunes. A adversária em Las Vegas será Raquel Pennington, que também sucumbiu diante da baiana “Leoa”.

A fase da “Filha do Pastor” não é das melhores, tendo vencido apenas duas das sete adversárias que enfrentou desde o histórico nocaute sobre Ronda Rousey em 2015, mas o blog acredita em vitória por pontos sobre Pennington. Luque concorda, mas prevê outro desfecho.

“A Holly é mais completa, tem um jogo em pé muito complicado, se movimenta muito bem. Tem boxe e chutes muito afiados”, analisa Luque. “Acho que ela sai com a vitória, possivelmente por nocaute. Se ela estiver no dia dela, vai ser difícil para a Raquel Pennington”.

Luque acreditava em triunfo de Claudinha Gadelha sobre Alexa Grasso pela categoria palha (52kg), mas a mexicana acabou falhando na perda de peso e forçando a comissão atlética local a cancelar a luta. O outro brasileiro em ação é Diego Ferreira, que mede forças com o ex-campeão Anthony Pettis.

“Showtime” Pettis retorna à divisão até 70kg após vitória sobre Stephen Thompson e derrota para Nate Diaz entre os meio-médios, enquanto Ferreira tenta ampliar sua sequência de vitórias para seis. Invicto desde 2015, o amazonense bateu os duros russos Rustam Khabilov e Mairbek Taisumov na temporada passada.

“Vou dar a vitória para o brasileiro, principalmente porque o Pettis têm sido muito inconsistente nas últimas lutas”, palpita o lutador, seguindo a mesma linha do blog: triunfo de Ferreira na decisão dos juízes. “Lógico que o Pettis é um cara perigoso — ele é um ex-campeão, então é sempre perigoso —, mas é uma grande chance para o brasileiro subir na categoria e se aproximar ainda mais de uma futura disputa de cinturão".

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