Piqué, Iniesta e Busquets: a velha guarda do Barcelona na nova Espanha

AFP
(24 mar) Seleção espanhola posa antes da partida das eliminatórias da Copa contra Israel
(24 mar) Seleção espanhola posa antes da partida das eliminatórias da Copa contra Israel

Históricos no Barcelona e na seleção espanhola, Andrés Iniesta (convocado 116 vezes), Sergio Busquets (95) e Gerard Piqué (86) continuam sendo os pilares da nova Roja, sob a batuta de Julen Lopetegui.

Os três jogadores são indispensáveis ao esquema do treinador, que assumiu a seleção em julho de 2016. Mas, tirando Piqué, os outros não estão em sua melhor temporada.

Busquets e Iniesta sofreram com lesões durante o ano, mas isso não impede que Lopetegui confie nos homens responsáveis pelo estilo de jogo do Barça, que também é visto na Roja.

Para o amistoso de terça-feira, contra a França, o treinador poderia dar descanso para os jogadores, que têm compromissos importantes com o clube catalão neste final de temporada, e testar novas opções mais jovens para o conjunto espanhol.

"Andrés é um jogador imprescindível, importantíssimo e está em plenas condições. Superou suas lesões e nos últimos jogos participou muito bem", lembrou Lopetegui antes da vitória sobre Israel, por 4 a 1, na sexta-feira.

- A faixa de Iniesta -

O capitão catalão, de 32 anos, sofreu três lesões que o fizeram perder boa parte da temporada. O técnico Luis Enrique poupou o meia do Barça, que até março foi o jogador que menos atuou nesta temporada pelo clube.

Mas Iniesta tem na bagagem duas taças da Eurocopa, em 2008 e 2012, e a Copa do Mundo de 2010. O meia herdou a faixa de capitão do amigo Xavi Hernández e agora comanda o meio da seleção.

Os problemas físicos fizeram Iniesta perder quatro das sete partidas sob comando do novo treinador da seleção.

"Acho que é isso que muitas vezes digo, que preciso ser positivo, estar feliz ao treinar e jogar. Estou assim há algumas semanas e tomara que não tenha que parar até o final da temporada", falou Iniesta antes da partida contra Israel.

Nesta partida, a Espanha voltou a contar com Busquets, fundamental na hora de recuperar a bola.

- Busquets titular -

O volante, inegociável para Vicente del Bosque, continua com o mesmo status com Lopetegui, apesar de cometer mais erros que o normal no último trimestre de 2016. Além disso, machucou o tornozelo e ficou afastado por mais de duas semanas.

Busquets reconheceu que "custou a alcançar a forma, mas acho que a cada dia estou melhorando".

O volante do Barça é um dos três homens, junto com Vitolo e Silva, que foram titulares durante todos os jogos da era Lopetegui, e um grande ajudante de Iniesta para criar as jogadas espanholas.

"Busquets tem a função de começar a jogada e Andrés de desequilibrar", lembrou Juan Mata no ano passado, antes de Eurocopa.

O meia catalão é vital para reiniciar as jogadas e cortar os avanços dos adversários. O jogador protege a defesa, onde Gerard Piqué mantém a titularidade ao lado de outro clássico, Sergio Ramos.

- Aposentadoria garantida -

Na seleção espanhola, ninguém quer pensar que Piqué vai deixar a Roja depois da Copa do Mundo de 2018, como anunciou o zagueiro depois da partida contra a Albânia, em outubro do ano passado.

"É uma decisão que todos respeitamos", lembrou Lopetegui, que afirmou ter conversado com o jogador, mas que "agora tem outras prioridades".

Imprescindível no esquema defensivo da Espanha, as últimas atuações de Piqué com a seleção foram marcadas por vaias de uma parte dos torcedores, que não gostam das posições independentistas catalãs. O jogador defendeu o direito de jogar pela Catalunha.

"Sei que muitas vezes isso reverberou nas recepções que tive quando fui jogar com a Espanha", afirmou em outubro. "Se jogo pela Espanha, é porque sinto que devo jogar", finalizou o jogador, conhecido por dizer o que pensa.

Leia também