De pior do campeonato a artilheiro do Flamengo: Gabigol pode coroar recuperação

De menino prodígio ao pior jogador da liga. De rejeitado à idolatria e artilheiro. Não uma vez, mas duas seguidas. Mais do que um começo de carreira, é uma jornada precoce e cheia de adrenalina em uma montanha-russa. E é uma experiência que Gabriel Barbosa, o famoso Gabigol, de 23 anos, experimentou e está experimentando entre a Itália e o Brasil. Entre Inter e Flamengo. Dois mundos opostos, duas visões opostas do mundo.

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Protegidos pelos braços estendidos do Cristo Redentor, Gabigol e Flamengo estão passando por um ano triunfal. Além de estar na iminência da conquista do Brasileirão 2019, o time comandado por Jorge Jesus está na grande final da Copa Libertadores da América, a primeira a ser disputada em jogo único. O Rubro-Negro enfrenta o River Plate nesse sábado (23), às 17h (de Brasília), no Estádio Monumental, em Lima, no Peru.

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Gabigol tem sido um jogador fundamental na histórica campanha do time do Rio de Janeiro. O clube não conquista um título de maior importância desde 2013, quando venceu a Copa do Brasil, além disso, não levanta o caneco do Brasileirão há 10 anos, e o da Libertadores há longínquos 38 anos, quando bateu o Cobreloa na finalíssima da competição continental em 1981.

Gabigol Zico Flamengo 14 11 2019
Gabigol Zico Flamengo 14 11 2019
Gabigol e Zico (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Agora, o jogador de apenas 23 anos se encaminha para ser o artilheiro do Brasileirão pela segunda vez consecutiva. No ano passado, o atleta brilhou pelo Santos e nesse ano, pelo Flamengo, Gabigol deixou para trás a lenda Zico e se tornou o jogador do clube com mais gols em uma única edição do campeonato. O atacante marcou 22 gols e ainda restam cinco rodadas para o fim do certame, enquanto Zico balançou as redes 21 vezes em sua melhor temporada do Campeonato Brasileiro.

Nem parece o mesmo jogador que passou tantas dificuldades na Europa. Em duas temporadas divididas entre Inter de Milão e Benfica, o atacante participou de 10 partidas e soma apenas 100 minutos de jogos oficiais nos gramados do Velho Continente. Por isso, voltar para casa, primeiro para o Santos, depois para o Flamengo foi uma forma de começar de novo. Missão cumprida.

Agora, a poucos dias da quase certa conquista do Brasileirão 2019 e a 90 minutos da glória continental na Libertadores, Gabigol pode mostrar que existem recomeços. Além disso, pode deixar claro aos críticos o que tanto a Internazionale quanto o Benfica perderam e desperdiçaram.

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