PF cumpre mandado de busca e prisão contra blogueiro bolsonarista por desrespeito à decisão do STF

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Blogueiro Oswaldo Eustáquio - Foto: Reprodução/Youtube
Blogueiro Oswaldo Eustáquio - Foto: Reprodução/Youtube

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (17) mandado de busca e apreensão e prisão domiciliar contra o bolsonarista Oswaldo Eustáquio por suposto desrespeito a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Oswaldo Eustáquio está sendo conduzido à Superintendência da Polícia Federal com mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes", diz texto em uma de suas redes sociais.

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De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o blogueiro estava proibido de deixar Brasília sem autorização prévia, mas recentemente foi gravado na cidade de São Paulo, onde teria realizado uma matéria jornalística contra Guilherme Boulos (PSOL), candidato de esquerda, que disputa o segundo turno das eleições municipais contra Bruno Covas (PSDB), atual prefeito da capital paulista.

Outra irregularidade apontada na conduta do blogueiro é que ele estava impedido judicialmente de usar as redes sociais e estaria burlando essa determinação. Oswaldo Eustáqui ficará em prisão domiciliar e foi levado à Superintendência da PF em Brasília para que seja colocada nele tornozeleira eletrônica.

Conta no youtube suspensa

Durante um dos debates para a Prefeitura de São Paulo, o candidato Celso Russomanno (Republicanos) citou uma denúncia envolvendo Boulos e uma suposta empresa fantasma, afirmando que a informação estaria em toda a rede. No entanto, o único material que havia sobre o assunto na internet foi divulgado durante o próprio debate.

A publicação foi feita no YouTube no canal de Oswaldo Eustáquio. Posteriormente, após uma ação da defesa de Boulos, a Justiça mandou suspender a conta do blogueiro na plataforma de vídeos. Celso Russomanno foi o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em São Paulo e acabou o primeiro turno do pleito em quarto lugar.

Oswaldo Eustáquio já havia sido preso pela Polícia Federal em junho de 2020 no âmbito da Operação Lume, que investiga atos antidemocráticos organizados por apoiadores do presidente. As principais pautas eram o fechamento do Congresso e do STF. No mês seguinte, a Corte soltou Eustáquio, mas ele está impedido de ir à Praça dos Três Poderes, em Brasília.