Tido como 'excessivo' por Bolsonaro, salário de presidente da Petrobras fica abaixo da média do mercado

Redação Finanças
·1 minuto de leitura
Roberto Castello Branco, appointed by Brazilian President Jair Bolsonaro, takes office as president of the Brazilian oil company Petrobras at the company's headquarters in Rio de Janeiro, Brazil on January 3, 2019. (Photo by Mauro Pimentel / AFP)        (Photo credit should read MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Fazendo o cálculo por salário mensal, a média do mercado foi de R$ 940 mil por mês, enquanto o presidente da Petrobras ganhou “apenas” R$ 226 mil ao mê

O presidente Jair Bolsonaro disse na segunda-feira disse que a remuneração do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, era "excessiva" quando somados salários, bônus e outros benefícios. Comparando com os demais cargos do serviço público e a grande maioria dos empregados da iniciativa privada, os vencimentos de Castello Branco são bem maiores. Comparando com o mundo corporativo, porém, os ganhos da presidente da estatal são comuns ou até abaixo da média.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o salário médio dos presidentes de companhias abertas que compõem o Ibovespa as principais empresas do mercado – foi de R$ 11,3 milhões ao ano em 2019. O principal executivo da Petrobras ganhou R$ 2,7 milhões naquele ano, 25% do valor. 

Leia também:

Fazendo o cálculo por salário mensal, a média do mercado foi de R$ 940 mil por mês, enquanto o presidente da Petrobras ganhou “apenas” R$ 226 mil ao mês. No fim de 2019, a remuneração média do trabalhador brasileiro, entre formais e informais, foi de R$ 2,3 mil por mês, segundo o IBGE. 

Os dados sobre executivos de alto escalão são do especialista em governança corporativa Renato Chaves, ex-diretor da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil.

O levantamento de Chaves incluiu 71 companhias. Entre as dez empresas que pagam melhor seus presidentes, Itaú, Bradesco e Santander estão entre as 10. A Petrobras aparece na 58ª posição.