Petkovic, da Croácia, tem mesmo sobrenome de ídolo do Flamengo; são parentes? Entenda

A lista de jogadores convocados pela Croácia, adversária do Brasil nesta sexta-feira, para a disputa da Copa do Mundo pode chamar a atenção do torcedor brasileiro por um sobrenome conhecido: Petkovic. Titular na partida diante do Japão, que classificou o time para as quartas de final do torneio, o centroavante Bruno Petkovic é uma das esperanças de gol do time, no entanto, falta "desencantar" no Catar. Mesmo que vinte e dois anos mais novo que o ídolo sérvio do Flamengo, Dejan Petkovic, o atacante croata não é filho do ex-camisa 10 da Gávea, nem tem qualquer outro vínculo familiar.

— Não é meu parente não — explicou ao EXTRA o ex-jogador do Flamengo.

Se os laços de sangue não existem, a origem dos dois atletas é, geograficamente, próxima. Sérvia e Croácia são países oriundos da antiga Iugoslávia, que se dissolveu em 1991. Quando o fato histórico ocorreu, o atacante croata não era nem nascido, já que ele é de 1994.

Petkovic (o sérvio) é conhecido pelos torcedores brasileiros por sua carreira ter sido construída nos clubes locais. Meio campo e camisa 10, foi autor de um dos títulos históricos do Flamengo: saiu de seu pé a cobrança de falta que tirou o título do Campeonato Carioca de 2001 das mãos do Vasco, o maior rival, aos 43 minutos do segundo tempo e consagrou o rubro-negro como campeão estadual daquele ano. Ao todo, marcou 57 gols pelo clube.

O jogador de sobrenome homônimo, que atua pela seleção da Croácia, é centroavante. Com 62 gols pelo Dinamo Zagreb, clube croata em que atua, precisa desencantar pela seleção. A última vez que balançou as redes foi em 2020: fez o gol de honra na derrota da Croácia para Portugal por 4 a 1. No entanto, jogou entre 2012 e 2018 no futebol italiano, com seu último clube sendo o Bologna, onde foi emprestado para outros clubes. Um deles foi o Dinamo Zagreb, onde depois foi contratado em 2019. Antes de voltar a jogar na Croácia, viveu uma seca de gols de 620 dias, ou 2.300 minutos em campo, sem marcar gols.

— Cometi muitos erros, considerando sem importância componentes que eram importantes e ouvindo tantos de meus desejos. Trabalhar em tática parecia uma perda de tempo, era sempre muito chato. Depois, a minha alimentação, que era correta apenas em certos momentos — analisou o jogador sobre o porquê de sua passagem pelo futebol italiano ter "arruinado", em entrevista ao Corriere dello Sport em 2020.

Se a origem de nascença e as posições nos gramados são vizinhas, a estatura de ambos os separa: Dejan Petkovic tem 1,72m de altura, bem menos que o Bruno Petkovic, que esbanja seus 1,93m.

Neste mundial, Bruno Petkovic só não disputou a partida contra Marrocos, na estreia. Contra Canadá e Bélgica, na fase de grupos, entrou no segundo tempo das partidas. Já nas oitavas de final, foi titular contra o Japão. O atacante está tendo uma oportunidade que o homônimo sérvio não teve: a disputa de uma Copa do Mundo pelo seu país.

— Não tenho nenhum sentimento de frustração ou culpa. Acho que merecia, mas porque não fui chamado é melhor perguntar para os responsáveis pela convocação. Gostaria de ter jogado a Copa do Mundo defendendo o meu país, mas não aconteceu. E é isso — disse o ex-jogador em entrevista de 2018 dada ao EXTRA.

No Brasil, Dejan Petkovic jogou por diversos clubes: vestiu a camisa de clubes como Flamengo, Vasco, Vitória e Goiás. Já à beira do gramado, foi técnico do Athlético Paranaense sub-20, bem como dos elencos principais do Criciúma, do Sampaio Corrêa e do Vitória, clube em que também foi diretor.