Pesquisa aponta que 95% das mulheres que abortaram não se arrependeram

Foto: Getty Images
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Quase todas as mulheres que fizeram um aborto acabaram não se arrependendo da decisão, de acordo com um estudo publicado pela Social Science & Medicine, nesta segunda-feira (13). Os pesquisadores trabalharam com 667 mulheres, de 21 Estados nos EUA, por um período de cinco anos, e 95% delas acreditam que realizar um aborto foi a decisão correta. As informações são do britânico “The Guardian”.

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O estudo também abordou como as mulheres que realizaram o aborto se sentiram. Elas foram questionadas sobre eventuais sentimentos como tristeza, culpa alívio, arrependimento, raiva ou felicidade pela decisão tomada.

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"Por anos houve uma crença ou alegou-se de que precisamos proteger as mulheres dos danos emocionais que muitas delas sofrem ao fazer um aborto", afirmou Corinne Rocca, uma das principais autoras do estudo e professora na Universidade da Califórnia. "Nunca houve evidência para dizer que isso era realmente verdade", garantiu Rocca.

A pesquisa também refutou a alegação de que realizar um aborto é uma decisão cara. Argumento que é constantemente usado por quem é contra o acesso ao procedimento.

Em diversos estados norte-americanos um aconselhamento é obrigatório para quem pretende realizar um aborto. Existe uma pressão de grupos anti-abordos e do espectro conservador da política estadunidense para aprovar duras leis sobre o assunto, fato que dificultaria o acesso ao procedimento no país.

O estudo constata que é comum que haja um misto de emoções como culpa e alívio, principalmente nos primeiros meses após o aberto. Apesar disso, "tanto as emoções positivas quanto as negativas declinaram nos primeiros dois anos e se estabilizaram depois, e a decisão acertada permaneceu alta e constante".

Futuramente, os autores do estudo pretendem se concentrar no que leva as mulheres a sentirem emoções negativas ou se arrependerem do aborto. Eles alertam que, embora desnecessário de acordo com as descobertas desse estudo, o aconselhamento ao procedimento, se oferecido, deve se concentrar em ajudar a lidar com o estigma de passar por essa experiência.

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