Perto do bi no PFL, Natan Schulte pede maior valorização: "Existe vida fora do UFC"

Após bi no PFL, Natan Schulte espera ajudar a quebrar o "monopólio" do UFC no Brasil
Após bi no PFL, Natan Schulte espera ajudar a quebrar o "monopólio" do UFC no Brasil

Pelo segundo ano consecutivo, Natan Schulte vai buscar fechar o ano com chave de ouro com o cinturão dos leves (70 kg) do PFL, além de um cheque de 1 milhão de dólares (cerca de R$ 4 milhões). Nesta terça-feira (31), o brasileiro encara Loik Radzhabov, em duelo que pode lhe dar o bicampeonato do GP da categoria, em evento que será realizado em Nova York (EUA). Apesar de ter mostrado uma certa supremacia na divisão, o lutador pediu mais valorização por parte do público do seu país.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o catarinense destacou que o Brasil ainda continua forte no MMA masculino. O desabafo do lutador é uma resposta pela situação atual do país no UFC, já que não tem um representante campeão desde José Aldo, que perdeu o título do peso-pena (66 kg) da organização em 2017. Segundo ele, os fãs precisam olhar com mais atenção para outros eventos e o que os atletas tupiniquins têm feito.

“O Brasil não tem campeão masculino no UFC atualmente, mas temos a Amanda (Nunes) que representa bem o Brasil, com dois cinturões. Mas existe vida fora do UFC, como no Bellator, PFL, ONE, que são eventos grandes e tem brasileiros que estão representando bem, com títulos. Temos caras que são dominantes nas suas categorias, mas não têm o reconhecimento por não estarem no UFC, como muitos atletas que só estão lá e são reconhecidos. Acho isso bem triste, porque o Brasil tem um potencial muito bom, atletas fortes fora do Ultimate, mas o público não valoriza porque não é o UFC. O UFC acaba ofuscando”, disse o lutador, que não sabe o que é uma derrota desde 2017.

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A final do GP do evento também premia o campeão com uma grande recompensa financeira. Apesar de garantir que sua grande meta é se manter como o melhor lutador de sua categoria, Natan, ciente dos salários da maioria dos atletas da modalidade, não deixou de mencionar que o cheque de aproximadamente R$ 4 milhões é uma grande motivação para esse fim de ano.

“É um baita de um incentivo, porque sabemos que o MMA não é um esporte que paga muito bem e você poder lutar por um milhão de dólares é mais do que muitos atletas que ganham a vida inteira. Claro que eu luto pelo título, estou feliz de estar nessa posição de novo podendo fechar o ano como campão. Mas também lutar por uma quantia como essa é mais um incentivo para mim”, afirmou.

Desde que estreou no PFL, em 2018, Natan Schulte ainda está invicto, com oito vitórias e um empate. E para manter essa invencibilidade, o brasileiro precisa passar por Loik Radzhabov. Entretanto, no que depender dele, já sabe o que precisa fazer para ter seu braço levantado mais uma vez.

“Eu e minha equipe demos uma boa estudada nele, vimos o que ele tem de bom, suas principais armas e o que possui de mais fraco também. Ele tem uma parte de quedas boa, um bom wrestling e defende bem queda. Mas parece que o jiu-jitsu dele é o seu ponto mais fraco”, completou.

Campeão do Grand Prix dos pesos-leves (70 kg) em 2018, Natan Schulte visa se consolidar pela segunda temporada seguida como o melhor atleta de sua categoria no PFL. No ano passado, o atleta de Santa Catarina derrotou Rashid Magomedov na final do GP.

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