Permanência de Raí em 2020 está sob análise no São Paulo

Fellipe Lucena
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Raí continuará no São Paulo (Foto: Reprodução/Twitter São Paulo)
Raí continuará no São Paulo (Foto: Reprodução/Twitter São Paulo)


Há alguns meses, a permanência de Raí no cargo de diretor de futebol do São Paulo era dada como certa até o fim da gestão Leco, em dezembro de 2020. Esse cenário mudou.

O ídolo fica sem contrato em dezembro deste ano e seu futuro divide opiniões dentro do clube. Se dependesse apenas da vontade dele, o contrato seria esticado. Quem convive com Raí diz que ele gosta do cargo - embora sofra com ele - e que tem o desejo de devolver o clube ao caminho dos títulos antes de sair.

Leco e Raí devem debater o assunto após o Campeonato Brasileiro - ou antes, desde que o São Paulo assegure sua classificação para a fase de grupos da Libertadores com antecedência. Se sair, Raí voltará a se dedicar com afinco à sua Fundação Gol de Letra e outros projetos pessoais, mas não está descartado que siga colaborando com o clube mesmo sem ocupar o principal cargo do futebol. Antes, ele fazia parte do Conselho de Administração.



Leco sofre pressão para trocar o comando do futebol há tempos. Após a eliminação diante do Talleres (ARG) na Libertadores deste ano, um grupo de conselheiros de oposição solicitou a demissão de Raí em reunião com o presidente e ouviu que ele só sairia se quisesse. Na época, pessoas do clube diziam que não sairia "nem se quisesse", tamanha a convicção do presidente de que não havia figura melhor para ocupar este posto.

A situação mudou porque, agora, conselheiros aliados a Leco também querem a saída do ex-jogador. O presidente ainda não falou sobre o tema em público, mas internamente já não garante que vá manter o diretor até o fim de seu mandato. Também pesa o fato de haver eleições presidenciais marcadas para 2020: embora não possa tentar a reeleição, Leco não dá sinais de que vá bater de frente com sua base aliada sem se preocupar com os efeitos políticos disso.

A ideia desse grupo próximo ao presidente é que um conselheiro não remunerado, com força política, assuma o cargo para tocar uma grande reformulação no departamento de futebol, algo que Raí não fez. Não se trata de uma reformulação no elenco, mas no CT da Barra Funda em geral. Isso já é cobrado de Leco há algum tempo e a avaliação é de que Raí mostrou não ser a pessoa adequada para tocar esta "revolução", dado o seu perfil conciliador e pouco enérgico.

Os defensores de Raí argumentam que, apesar disso, o fato de ele ser um dos maiores ídolos da história do clube e uma figura admirada no universo do futebol o faz impor respeito. Apesar de não ter conquistado títulos desde a chegada dele, em dezembro de 2017, o São Paulo deixou de brigar contra o rebaixamento e deve terminar o Brasileirão na zona da Libertadores pelo segundo ano consecutivo.






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