Peres teme punições mais pesadas por dívida com Hamburgo, mas não crê que Santos perca pontos

Fábio Lázaro*
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O impedimento no registro de novos jogadores por parte do Santos, devido uma dívida com o Hamburgo (ALE), já se arrasta há três meses. A equipe alemã cobra 4,1 milhões de euros (R$ 23 mi na cotação atual) do Peixe na Fifa pelo não pagamento do zagueiro Cléber Reis, contratado pelo Peixe em 2017, ainda na gestão do ex-presidente Modesto Roma Júnior.

O atual mandatário santista, José Carlos Peres, negocia o pagamento com os alemães, mas teme por possíveis punições maiores ao Peixe. Ainda assim, o cartola acredita que a situação do Alvinegro Praiano não se enquadra a do Cruzeiro, que foi punido pela entidade máxima do futebol com a perda de seis pontos no Campeonato Brasileiro da Série B pelo não pagamento de uma taxa de 850 mil euros junto ao Al Wahda (EAU) pelo empréstimo do meia Denilson, em 2016.

– Na verdade, essa dívida do Cléber Reis foi feita em 2017, já sob nova legislação da Fifa. Até 2016, era uma lei antiga e por isso o Cruzeiro perdeu os pontos. O nosso advogado está na Fifa acompanhando isso – disse em entrevista à rádio Transamérica nesta quinta-feira.

– A punição é não poder comprar novos jogadores. Pode vir até outras punições mais pesadas. A questão é de um acordo, se não pagar, não tem conversa. Tem de pagar um montante e eles liberam no dia seguinte – completou.





Segundo Peres, o acordo para a quitação da dívida estava avançado, mas a mudança de diretoria no Hamburgo dificultou o andamento do acerto.

– A gente estava bem adiantado, mas presidente e Departamento Jurídico mudaram por lá. As promessas foram feiras e não foram cumpridas na gestão passada. A gente está próximo de um acordo – pontuou.

Cléber Reis tem contrato com o Santos até janeiro de 2022, mas desde o segundo semestre de 2017 não é aproveitado no clube, acumulando empréstimos. O vínculo atual é com a Ponte Preta até o fim desta temporada. O Peixe também emprestou o jogador ao Coritiba, Paraná e Oeste nos últimos três anos.

* Sob supervisão de Vinícius Perazzini






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