Perdas via Justiça ligam alerta do Vasco no caso Marrony e Atlético-MG

BRUNO BRAZ E THIAGO FERNANDES
Folhapress

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Paralelamente às negociações com o Atlético-MG para vender Marrony, o Vasco já ligou o alerta para novamente não ser surpreendido, como tem acontecido recentemente. Devendo três meses de salários ao atacante e oito meses de direitos de imagem, o Cruzmaltino já está se precavendo para não perdê-lo via Justiça do Trabalho.

O clube tomou ciência de que o estafe do atleta cogita tal caminho caso o negócio não seja resolvido de maneira natural entre os clubes e, por conta disso, já sinalizou que depositou uma quantia maior ao jogador no pagamento que foi realizado ao elenco nesta segunda-feira (8).

Nos últimos tempos, por exemplo, o Vasco perdeu Wagner, Thiago Galhardo e Maxi López desta maneira.

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O primeiro a adotar esta medida foi Wagner. Em setembro de 2018, ele conseguiu sua liberação após comprovar o não-recolhimento de FGTS por 17 meses. Em seguida, se transferiu para o futebol do Qatar e ainda entrou com uma ação pedindo valores milionários por conta dos salários atrasados.

Na sequência foi a vez de Thiago Galhardo, em abril de 2019. Após ser afastado do elenco com o aval do então técnico Alberto Valentim, ele conseguiu sua rescisão na Justiça do Trabalho comprovando três folhas salariais em atraso mais cinco meses de FGTS não-recolhidos. Atualmente, tem a receber do Vasco R$ 1 milhão via Ato Trabalhista. Hoje o meia defende o Internacional.

Em junho de 2019 o argentino Maxi López tomou o mesmo rumo e contou também com a ajuda da Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF, que o desvinculou do Cruzmaltino. Atualmente o atacante está no Crotone, da Itália.

O volante Bruno Silva e o zagueiro Luiz Gustavo foram outros que travaram batalhas judiciais com o clube. O primeiro entrou em acordo, o segundo teve seu pedido de rescisão negado na Justiça e está emprestado ao Goiás.

MARRONY

Enquanto Vasco e Atlético-MG tentam chegar a um acordo sobre a forma de pagamento (cariocas querem à vista e mineiros parcelado), Marrony tenta se manter alheio e segue treinando em São Januário.

Ele tem deixado toda a responsabilidade da negociação nas mãos de seus representantes, embora tenha balançado com uma oferta salarial bem maior do que a que recebe no Cruzmaltino.

O jovem atacante, porém, se mostra "assustado" e, por nutrir carinho pelo clube que o revelou, se preocupa com toda a repercussão.

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