Pequim sela sua 'bolha' olímpica

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Guardas de segurança vigiam enquanto trabalhadores carregam combustível para a tocha na Torre Olímpica em Pequim, 3 de janeiro de 2022 (AFP/GREG BAKER) (GREG BAKER)

Pequim selou, nesta terça-feira (4), a "bolha" dos Jogos Olímpicos de Inverno, ao finalizar os preparativos dos locais, transporte e pessoal para o evento esportivo mais estrito do mundo desde o início da pandemia da covid-19.

A partir desta terça, milhares de trabalhadores dos Jogos - voluntários, zeladores, cozinheiros e motoristas - ficarão isolados durante semanas no chamado "circuito fechado", sem qualquer contato físico com o exterior.

A China, onde o coronavírus surgiu em dezembro de 2019, mantém uma estratégia de tolerância zero com a covid-19. Agora, segue a mesma política para limitar o impacto potencial da pandemia nos Jogos de Inverno, que serão disputados de 4 a 20 de fevereiro, e nas subsequentes Paraolimpíadas.

As medidas adotadas pelo regime chinês contrastam com as dos Jogos de Verão de Tóquio, que permitiram alguma mobilidade para voluntários e outros trabalhadores.

A imprensa internacional e cerca de 3.000 atletas devem começar a chegar à capital chinesa semanas antes da largada e permanecerão na bolha do momento de sua chegada até a saída do país.

Para entrar na bolha, será preciso estar com o esquema de vacinação completo, ou ter respeitado uma quarentena de 21 dias ao desembarcar na China. Todos dentro dela serão submetidos a testes diários e deverão usar máscara o tempo todo.

O chefe do Departamento de Imprensa do Comitê Organizador dos Jogos, Zhao Weidong, disse recentemente à AFP que Pequim está "totalmente preparada".

"Hotéis, transporte, hospedagem, assim como nossos projetos Olímpicos no âmbito científico e tecnológico estão prontos", acrescentou Zhao.

Os torcedores não farão parte do "circuito fechado", e os organizadores deverão garantir que eles não interajam com os atletas, nem com outras pessoas dentro da bolha.

Ao deixar a bolha, quem vive na China também precisará entrar em quarentena antes de voltar para casa.

Os jornalistas da AFP em Pequim viram trabalhadores erguendo cercas de arame, vigiadas por guardas em meio às baixas temperaturas do inverno.

A maioria dos locais de provas fica fora da capital.

Diplomatas na China disseram à AFP que as medidas parecem tão impenetráveis que temem não poder oferecer assistência aos seus nacionais dentro da bolha.

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