Pelé e Garrincha: uma parceria capaz de emocionar o mundo

Mané com Pelé: sintonia fina (Foto:Reprodução)


A parceria entre Pelé e Garrincha foi uma página à parte da história do futebol brasileiro. Com a dupla, a Seleção Brasileira jamais saiu de campo derrotada e demonstrou um entrosamento impressionante. A comoção em torno da morte de Pelé, na quinta-feira passada (29) aos 82 anos, trouxe recordações desta união.

Em jogos oficiais, o Brasil entrou em campo 30 vezes. Venceu 26 partidas e empatou outras quatro. Ainda venceu outros dez jogos não-oficiais, contra clubes ou combinados. A primeira partida foi o amistoso em 18 de maio de 1958, com uma vitória por 3 a 1 sobre a Bulgária. O "Rei" marcou duas vezes e Pepe completou o placar.

Depois, Pelé e Mané foram longe e encheram os olhos do mundo os títulos da Copa de 1958 e 1962. O último ato da dupla, curiosamente, foi outra vez diante dos búlgaros.

Ao lado de uma nova geração, o "Rei" e o camisa 7 marcaram os gols da vitória por 2 a 0 na estreia da Seleção no Mundial de 1966.

Além disto, foram rivais em históricos confrontos entre Santos e Botafogo. O mais marcante aconteceu em agosto de 1963. Na semifinal da Copa Libertadores, os dois esquadrões mediram forças.

No jogo de ida, em 22 de agosto, Jairzinho marcou o gol do Glorioso, enquanto Pelé igualou no Pacaembu. Porém, o Maracanã assistiu a um show do "Rei" no dia 28. O camisa 10 santista marcou três vezes e definiu a goleada por 4 a 0 em um dos gramados nos quais sentiu-se mais à vontade (Lima completou o placar).

+ A Majestade: uma crônica sobre o 'Rei'

No Twitter, o Botafogo divulgou trechos de uma entrevista que Garrincha concedeu ao programa "Vox Populi", da TV Cultura, no ano de 1978, para recordar sua parceria com Pelé.

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"O Anjo, ao falar do Rei, com o sorriso mais sincero do mundo. Alegria que preencheu milhões de corações apaixonados pela bola e seguirá como marca do futebol brasileiro pela eternidade. Obrigado por tudo, Rei Pelé!".

Na entrevista, Mané falou sobre a parceria que fez em campo:

- Pelé é outro gênio, diferente. Pelé é o homem-gol. Eu sempre fui o homem que preparava a jogada. Dele eu não tenho nada que falar. Para mim, ele é um amigo, é o "Rei do Futebol" e tudo bem, eu fico no segundo plano - disse.

Em outro trecho, Garrincha falou sobre a Copa de 1962.

- Dizem que em 1970, encarnei no Jairzinho e ele fez aquela miséria. Foi o contrário. O Pelé que encarnou em mim. Eu ia para o meio, fazia gol de cabeça. Tudo dava certo, fiz gol de cabeça, de perna esquerda. Acho que Pelé que estava em mim. Foi uma necessidade e tive de ir mesmo. Eu fui, fiz tudo certinho, o Brasil foi feliz e estamos hoje aí com o tricampeonato - afirmou.