Payet renova com Olympique de Marselha e aceita redução de seu salário

AFP
O meia Dimitri Payet, do Olympique de Marselha, durante a partida da Ligue 1 contra o Nantes, no Vélodrome, em 22 de fevereiro de 2020
O meia Dimitri Payet, do Olympique de Marselha, durante a partida da Ligue 1 contra o Nantes, no Vélodrome, em 22 de fevereiro de 2020

O meia do Olympique de Marselha, Dimitri Payet, renovou seu contrato até 2024, reduzindo drasticamente seu salário e preparando sua aposentaria no clube, anunciou ele neste sábado.

"Eu amo o clube e estou pronto para fazer o que for necessário para ajudá-lo a crescer", disse Payet durante uma entrevista coletiva ao lado de seu presidente Jacques-Henri Eyraud e seu treinador André Villas-Boas.

"JHE" detalhou a extensão do contrato e disse que o jogador quis "jogar as cartas na mesa".

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Payet "reduzirá pela metade seu salário para 2020-2021 e 30% para 2021-2022", disse Eyraud.

Sobre os dois anos a mais de seu contrato, de 2022 a 2024, Payet concordou que "seu salário-base seria reduzido de 30 a 40% e que abriria mão de seus bônus de classificação europeia", acrescentou o gerente.

E por fim, "grande parte de sua remuneração dos últimos dois" anos de contrato será indexada ao número de partidas disputadas por Payet, que tem 33 anos.

Financeiramente, isso representa "um esforço considerável", de acordo com Eyraud.

"Dimitri veio me dizer que queria ser do Olympique de Marselha pelo resto da vida", garantiu o presidente, acrescentando que "renovaria dois anos com o OM até 2024, além de um projeto de reciclagem".

"Estou extremamente feliz, é um dia importante para mim", disse Payet.

"O clube me procurou alguns anos atrás, quando eu precisava, eles fizeram o que era necessário para fazer com que eu voltasse. O que o clube me deu, eu quero devolver", acrescentou.

Com uma primeira passagem pelo OM de 2013 a 2015, "Dim" retornou a La Canebière na janela de transferências de inverno de 2017, onde foi a grande contratação do projeto McCourt: 30 milhões de euros para repatriá-lo do West Ham, da Inglaterra.

"A ideia começou a surgir na minha cabeça quando o clube falou sobre a fase 2" do projeto Eyraud/McCourt. Os jogadores precisam fazer esforços e quem melhor do que eu para dar o exemplo?", concluiu Payet.

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