Paulo Nobre intermediou a oferta de patrocínio de R$ 1,4 bilhão ao Palmeiras

Paulo Nobre e Rubnei Quicoli, em foto datada como de 2016, na conta de Twitter de Quicoli (reprodução)
Paulo Nobre e Rubnei Quicoli, em foto datada como de 2016, na conta de Twitter de Quicoli (reprodução)

A oferta de patrocínio da Blackstar International Limited ao Palmeiras foi intermediada pelo ex-presidente do clube Paulo Nobre. Rubnei Quicoli, representante da empresa na tratativa com o Palmeiras, afirma que encaminhou a proposta ao clube do Parque Antarctica a pedido de Nobre. Mas o ex-presidente argumenta que ele é que foi procurado por Quicoli, fez a ponte com o então candidato de oposição Genaro Marino e pediu que a oferta fosse feita independente de quem ganhasse a eleição presidencial do clube do Parque Antarctica.

Receba notícias esportivas direto no seu WhatsApp

De toda a forma, independente de quem contatou quem primeiro, Nobre foi o elo de ligação entre Quicoli e Marino, que posteriormente a encaminhou à atual diretoria palmeirense.

Leia mais:
Após derrota, Vinícius Júnior pede mais concentração e faz autocrítica
Sonhos e realidade: o que Paquetá encontrará no Milan
Weverton promete tatuar taça do Brasileiro e quer conhecer Marcos

“O Paulo Nobre entrou em contato comigo, mostrou que a Crefisa iria sair do Palmeiras, que isso prejudicaria a campanha do [então candidato de oposição] Genaro Marino, e perguntou se o projeto estava de pé”, revelou ao blog Quicoli, sobre os motivos que o levaram a procurar o clube do Parque Antarctica com a oferta de patrocínio da Blackstar International.

Quicoli encaminhou a carta de intenção da Blackstar a Marino, do grupo político de Nobre. Passado o embate eleitoral, o candidato oposicionista encaminhou a carta à direção do clube. Na tarde desta terça-feira (11), Quicoli se reuniu com dois diretores do palmeirenses.

Quicoli revelou também ao blog que mira outros clubes, caso o acordo com o Palmeiras não vingue. Segundo ele, no cenário de o Palmeiras ser a primeira opção, o que está acontecendo, e o acordo não prosperar, Nobre compreeende que a Blackstar teria de ir ao mercado para procurar um parceiro. “Após negativa do Palmeiras… onde for o aporte o Paulo está ciente”, argumentou Quicoli.

A oferta de patrocínio da Blackstar, no total, fica muito próxima de R$ 1,4 bilhão, somados R$ 1 bilhão a ser pago na assinatura do contrato, cotas anuais de US$ 5 milhões e um fundo de emergência no valor de US$ 50 milhões. A Crefisa paga R$ 78 milhões anuais, mais bônus por títulos conquistados e metas com potencial para chegar aos R$ 80 milhões.

Nobre apresenta uma versão diferente dos acontecimentos, especialmente no que toca ao relacionamento entre ele e Quicoli. Segundo o ex-presidente, ele o conheceu por meio de telefonema durante a campanha eleitoral, durante o qual o diretor da Blackstar International Limited teria revelado a oferta de patrocínio para uma agremiação de futebol.

“Fui procurado pelo senhor Rubnei durante a campanha logo após a Crefisa sinalizar que sairia do clube caso o Genaro vencesse a eleição. Ele achou que eu estava envolvido na campanha, e conseguir meu número era mais fácil que o de outra pessoa. Expliquei que estava completamente afastado, mas que apresentaria ele ao Genaro com uma condição… Que a proposta de patrocínio fosse para o Palmeiras e não para valer apenas se um grupo determinado ganhasse a eleição! Ou seja, que a proposta dele pudessse ser apresentada indpendente de quem fosse o presidente! Fiz isso e saí do circuito! É claro que qualquer recurso que vá para um time que não seja o Palmeiras me desagradaria muito, mas o senhor Rubnei é um empresário e faz com o dinheiro dele o que achar correto! O que posso dizer é que fico muito orgulhoso do Palmeiras hoje ser um clube que tenha o respeito e desperte o desejo de ser parceiro de grandes empresas no mercado! Isso só demonstra o gigantismo do clube! Quem sabe não se encontre lugar para todas as empresas trabalharem com o Palmeiras? Se por acaso ele conseguir patrocinar o futebol, porque não a Crefisa e a FAM irem patrocinar o clube social e o esporte amador? Ou quem sabe os 3 estarem na camisa de jogo como em 2015 com a Prevent Senior? Por que não? Vamos ter fé que quem está comandando o clube hoje consiga isso! Essa é minha torcida!”, explicou Nobre ao blog.

A rivalidade entre Nobre e a dona da Crefisa, Leila Pereira, ganhou notoriedade mesmo antes de o presidente deixar o comando do clube.

À época da eleição, a proposta da Blackstar ganhou contorno político, pois seu valor foi utilizado pela oposição na campanha eleitoral como argumento para demonstrar que o clube teria outras opções de patrocínio além da Crefisa, cuja dona, Leila, é aliada política de Galiotte.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos