Paulistão: primeiro jogo da final em Campinas nada mais era do que obrigação dos envolvidos

Fernando Graziani

Não havia outra alternativa aceitável para as finais do Campeonato Paulista a não ser a realização do primeiro confronto entre Ponte Preta e Corinthians em Campinas e o segundo, na Arena Itaquera, nos dois próximos domingos. A aberração das quartas de final entre São Paulo e Mirassol, quando os dois confrontos foram na casa de uma das equipes – no caso, o Morumbi – não poderia se repetir em hipótese alguma. Fugiria de qualquer lógica.

Federação Paulista e clubes, portanto, não fizeram mais do que as suas obrigações. No caso da FPF, não atrapalhou e costurou o justo. No caso do Corinthians, não forçou a barra para tentar acabar com o mando da Ponte Preta. E no caso do clube campineiro, manteve seu direito de atuar em Campinas para sua apaixonada torcida e não sucumbiu aos eventuais maiores lucros.

Corinthians e Ponte fazem a final do Paulistão após 40 anos da emblemática decisão de 1977, quando clube paulistano acabou com um histórico e amplo jejum sem títulos de 23 anos. A Ponte Preta, fundada em 1900, jamais conquistou um título. O Corinthians luta pela sua 28a. conquista estadual. A vez mais recente que comemorou foi em 2013.