Paulista de futevôlei de base celebra audiência na pandemia

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O 1º Campeonato Paulista de Futevôlei de Base, promovido pela Federação Paulista de Futevôlei na última sexta-feira, em São Paulo, na Riplay Sports, mobilizou mais de 10 mil espectadores ao longo do dia. A edição inédita do evento transmitida pelas redes sociais, focada nas categorias de base, contou com competidores do Rio de Janeiro, Baixada Santista, interior de São Paulo e de outros estados. A disputa reuniu 46 duplas das categorias sub-21 misto e sub-21, sub-18 e sub-15 masculino. Foram distribuídos mais de R$4 mil em prêmios para os campeões. A proposta do Campeonato é estimular a prática da modalidade esportiva entre os jovens atletas de 13 a 21 anos, visando o futuro do futevôlei, que hoje é um dos esportes que mais crescem no estado e em todo o Brasil.

- Após a flexibilização da pandemia estamos percebendo uma alta procura dos esportistas para a prática de futevôlei, principalmente entre os jovens. Foi o primeiro esporte em equipe a ter a prática liberada e por isso muitos atletas de vôlei, futebol, vôlei de praia e outros vieram em busca da modalidade. Por isso surgiu a ideia de fazermos uma primeira edição que promovesse a competitividade e a evolução técnica, principalmente dessas crianças que serão o futuro do futevôlei - explica Giba Diniz, presidente da Federação.

Além de atletas amadores e em formação, o evento recebeu profissionais da modalidade como Gabrielzinho, do Rio de Janeiro e irmão do atleta profissional Juninho RJ; Bidão e Lucas Beiço, jovens promessas do Estado de São Paulo que disputam etapas do circuito Brasileiro de futevôlei também participaram da competição. Na organização e no apoio ao Campeonato, esportistas e figuras caricatas como Vinicius, atleta profissional de futevôlei; Alexandre Granado, técnico tri-campeão Mundial de Futevôlei e coordenador da Federação Paulista, e ainda “Edu Velho”, um dos nomes mais tradicionais na história do esporte no Brasil, também participaram.

Giba Diniz acrescenta que a alta adesão das crianças às modalidades de base, quebra a concepção de que apenas atletas de futebol possuem capacidade de praticar o esporte das areias.

- Muitas pessoas imaginam que apenas atletas profissionais e de destaque podem e conseguem praticar a modalidade das areias, mas não é bem assim. Aqui mesmo na capital de São Paulo são vários os CTs que promovem aulas práticas semanais com atletas de 8 ou até 7 anos de idade. Então precisamos mostrar a importância disso para a evolução da categoria. As pessoas querem treinar, o futevôlei está pedindo espaço e nós precisamos satisfazer esse interesse com as competições organizadas e regulamentadas. Não é um
esporte apenas para os craques como Renato Gaúcho, Romário e Ronaldinho. É um esporte para todos, assim como o futebol - avalia Giba Diniz.

O grande sucesso desta primeira edição do Campeonato abriu o debate entre as entidades de futevôlei para que novas competições ocorram nos anos seguintes. A proposta é realizar novas edições do evento voltadas para os jovens e ainda o aperfeiçoamento da modalidade para as crianças.