Paulinho celebra temporada perfeita na China e lembra do gol histórico pelo Corinthians: ‘Não dá para explicar’

Grande Prêmio
Paulinho em jogo do Guangzhou Evergrande. (Foto: VCG/VCG via Getty Images)
Paulinho em jogo do Guangzhou Evergrande. (Foto: VCG/VCG via Getty Images)

Por Turco (@Bastidoressccp)

Sete assistências, 19 gols, vice artilheiro do campeonato, o mais valioso do futebol chinês e, para fechar o ano perfeito, a conquista do prêmio de melhor jogador da temporada. Esse foi o 2019 do volante da seleção brasileira e ex-Corinthians, Paulinho, que resiste ao tempo, mantêm o nível dos últimos anos e segue desfilando o seu futebol pelos campos do mundo. 

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

SIGA O YAHOO ESPORTES NO INSTAGRAM
SIGA O YAHOO ESPORTES NO FLIPBOARD

O jogador, que ganhou destaque no Corinthians, após boa passagem pelo Bragantino, desembarcou no Parque São Jorge em 2010. Após uma estreia apagada contra o Flamengo, pela Libertadores, teve um início marcado por desconfianças por parte da torcida, já que tinha a missão de dar continuidade a uma safra de volantes de sucesso, substituindo Elias, seu “vizinho” na comunidade do Parque Novo Mundo, na zona norte de São Paulo, onde ambos nasceram, cresceram e deram seus primeiros passos no futebol. Em 2011, o volante deslanchou, sendo eleito o melhor volante do Campeonato Brasileiro e ajudando o clube a se sagrar pentacampeão brasileiro. Dois anos mais tarde, Paulinho deixou o clube rumo ao Tottenham da Inglaterra e, em meio à muita emoção, cravou que a “saída não seria um adeus, mas um até logo”.

Leia também:

Em entrevista exclusiva ao Yahoo Esportes, Paulinho falou sobre o atual momento na carreira. “Graças a Deus tive uma temporada especial. Sempre tive a característica de buscar a finalização, aparecer como opção na área e aconteceu de jogar mais adiantado alguns jogos esse ano. Mas, o mais importante foi coroar tudo isso com o título nacional”, afirma o jogador que diz não se arrepender de ter trocado o Barcelona - e negado outras propostas de times da Europa - para retornar ao futebol chinês. “Sou uma pessoa de personalidade forte, então quando tomo uma decisão vou muito seguro. Naquele momento senti que era a hora de voltar e acredito que foi uma decisão acertada. Jogando na China tive a proposta do Barcelona e fui a uma Copa do Mundo. Sei que sou parte dessa história de desenvolvimento do futebol local”.

Com 31 anos, o brasileiro disputou esse ano 29 dos 30 jogos da competição e foi peça fundamental para o Guangzhou Evergrande conquistar o oitavo título em nove anos, sendo o quarto com ele no elenco. Na eleição para melhor da Superliga Chinesa, o volante deixou para trás o israelense Eran Zahavi, artilheiro do campeonato, e o italiano Graziano Pelle. Parte do bom futebol pode ser justificado pela adaptação que o jogador conseguiu na China, principalmente fora de campo. Apesar da saudade do Brasil, Paulinho diz que está satisfeito com a vida naquele país. “É uma cultura bem diferente realmente, mas é um povo que curte bastante o futebol. Nós brasileiros acabamos nos aproximando e criando uma ligação mais forte aqui. Não é fácil ficar tão longe do seu país e família, mas foi uma opção que fiz e não tenho do que reclamar, pelo contrário, sou muito feliz”. 

Dentro de campo, o ídolo da torcida do Corinthians também se mostra realizado e alega que algumas pessoas ainda têm um certo desconhecimento do futebol local. “Nós (Paulinho e Renato Augusto) fomos a Copa do Mundo pelo que produzimos aqui na China e demos essa resposta lá, com desempenho. O Brasil fez uma boa Copa, perdemos um jogo, infelizmente. O Campeonato Chinês tem outros atletas que representam suas seleções. Acho que as pessoas acabam tendo certo preconceito”, aponta.

Por falar em seleção nacional, o jogador não parece acomodado por tudo que já fez futebolisticamente pelo país, e não “joga a toalha” quando o assunto é disputar mais uma Copa do Mundo. “Estou com 31 anos e joguei praticamente todos os jogos da temporada, me sinto bem fisicamente, então isso não seria um problema (para disputar mais uma Copa). Na parte técnica, entendo que correspondi e ajudei a Seleção sempre que fui solicitado”, diz.

Sobre o futuro, o jogador ainda não sabe o que fará quando encerrar o atual contrato na China, em 2022, porém, no Brasil, pela grande identificação com os torcedores, já sabe o que quer. “Fico muito feliz pelo carinho que a torcida do Corinthians tem por mim. Acredito que é fruto do profissionalismo e comprometimento com os quais vesti a camisa do clube. Fui muito feliz em um período que demos muitas alegrias ao torcedor também. Claro que, se retornar ao Brasil como jogador, e o Corinthians tiver interesse, vamos conversar com a melhor das intenções”, diz. 

Um dos nomes mais pedidos pela torcida nas janelas de transferência, o jogador, que tem 167 jogos pelo clube alvinegro, com 34 gols marcados e quatro títulos (Brasileirão, Libertadores, Mundial de Clubes e Paulistão), lembra com muita emoção de uma das passagens pelo Parque São Jorge: o gol da vitória diante do Vasco, nas quartas-de-finais da competição sul-americana de 2012. “Acho que é o gol que fica para a história, né? O torcedor não vai esquecer e eu também não. Foi um jogo muito difícil, mas tinha uma atmosfera de confiança. Aquela coisa do ‘vai dar’. Quando a bola entrou foi uma sensação que não dá para explicar. Foi um dos momentos mais especiais da minha carreira”, conclui. 

Siga o Yahoo Esportes

Twitter |Flipboard |Facebook |Spotify |iTunes |Playerhunter

Leia também