Paulinho e Renato Augusto têm futuro incerto na China: fronteira fechada pode facilitar saída

Goal.com

Prevista para começar na primeira semana de julho, a liga chinesa (China Super League 2020) inicialmente pode ficar desfalcada de vários jogadores estrangeiros, sendo boa parte brasileiros. Com as fronteiras fechadas desde abril por causa da pandemia mundial do novo coronavírus, o país asiático, que já registrou mais de quatro mil mortes, não está aceitando a entrada de quem está fora, nem mesmo aqueles que têm residência fixa.

Entre os nomes de origem brasileira que não estão agora na China, destaque para Paulinho (na foto) e Anderson Talisca, do Guangzhou Evergrande, Renato Augusto, do Beijing Guoan, e Róger Guedes, que, aliás, foi colocado no mercado pelo Shandong Luneng. Já Oscar e Hulk, principais referências do Shanghai SIPG, voltaram a tempo e, com isso, estão à disposição para participarem do arranque da competição - o único gringo ausente do grupo é o austríaco Marko Arnautovic.

Com o futuro em aberto, quem está fora do território chinês acaba por ter duas alternativas neste momento: pedir para ser negociado, seja em definitivo ou por empréstimo curto, ou ficar no aguardo da reabertura das fronteiras, o que, a princípio, só deve ocorrer entre setembro e outubro.

Nos bastidores, segundo a Goal apurou, já existe também uma forte movimentação dos maiores e mais poderosos clubes para convencer o Governo a aceitar exclusivamente o retorno dos jogadores estrangeiros. Neste caso, seriam fretados voos particulares, com todo um controle especial de segurança. O futebol tem uma grande influência no dia a dia da política interna.

Na última temporada, vale lembrar, o Guangzhou Evergrande, que ainda conta com o brasileiro Ricardo Lopes, recém-contratado do Jeonbuk Mortos, da Coreia do Sul, voltou a ser campeão nacional, deixando para trás o rival Beijing Guoan. O antigo clube de Luiz Felipe Scolari, inclusive, é o maior vencedor da competição nesta década: oito títulos, contra apenas um do Shanghai SIPG.

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