Patricky 'Pitbull' revela ter a "fórmula mágica" para ser campeão "à moda antiga"

Patricky ‘Pitbull’ perde final do GP peso-leve do Rizin para atleta do Azerbaijão
Patricky ‘Pitbull’ perde final do GP peso-leve do Rizin para atleta do Azerbaijão

Nesta terça-feira (31), Patricky ‘Pitbull’ poder realizar dois sonhos ao mesmo tempo na carreira. O primeiro já é certo, já que pela primeira vez vai atuar em Tóquio, na emblemática Saitama Arena, que foi palco de grandes combates do extinto Pride. Já o segundo seria realizar dois combates na mesma noite. Mas para isso, precisa passar pelo compatriota Luiz Gustavo, em luta válida pelas semifinais do GP do peso-leve do Rizin.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, o brasileiro, que também atua pelo Bellator e fará sua segunda apresentação pelo evento japonês, valorizou o grande momento em que vive na carreira. Desde que fez sua estreia no MMA profissional, em 2005, Patricky ‘Pitbull’ nunca havia alcançado a marca de seis vitórias seguidas, sequência que teve início em 2017.

“Para mim é o melhor momento da carreira. Estou me sentindo muito bem fisicamente, confiante. Estou treinando certo, sei a hora de descansar, a hora de apertar também nas atividades. Estou usando fisioterapia preventiva, uma coisa que está me ajudando a treinar melhor. Achei a fórmula mágica para ser campeão. E agora no final do ano é o momento, estou pronto para mostrar todos esses anos de batalha, anos de serviço e ser campeão à moda antiga, com duas lutas numa noite, com as regras antigas também (risos). É mais ou menos isso. Espero dar o meu melhor. Agora vamos quebrar tudo (risos)”, disse, antes de revelar a empolgação por lutar em um palco histórico do MMA.

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“Estou muito confiante nos meus treinos, na minha equipe. Das últimas seis lutas, quatro foram por nocaute. O trabalho vem sendo bem feito. Estou treinando pesado, ritmo muito forte. Melhor momento da minha carreira, da minha vida. Lutar no Japão, lugar onde tem muito fã de MMA e começou a história no MMA. Considero Tóquio como se fosse Nova York, ou até mais grandioso. Tem muito fã do MMA, é um local onde aconteceu muita coisa no MMA, muitos torneios, muitas lutas do Pride. Para mim é como se fosse um templo.

Mas para fechar o ano da melhor maneira possível, Patricky primeiro precisa superar Luiz Gustavo, que na sua última apresentação, nocauteou Hiroto Uesako. O irmão mais velho de Patrício pregou respeito ao adversário e tem na ponta da língua os pontos fortes do rival. Segundo o brasileiro, esse confronto tem tudo para acabar antes da decisão dos jurados.

“Ele é um cara perigoso. Ele vem da escola de Wanderlei (Silva), o estilo dele lutar é parecido com a galera da Chute Boxe das antigas. Mas MMA é completo. Ele é perigoso na parte em pé, não posso subestimá-lo. Ele tem um poder de nocaute e eu sei disso. Mas tenho certeza que não vai até o final”, contou o brasileiro, que caso passe pelo compatriota, espera o vencedor da outra semifinal entre Johnny Case e Tofiq Musayev.

Natural de Natal, Rio Grande do Norte, Patricky ‘Pitbull’ deu seus primeiros passos no MMA em 2005. Após 14 anos na modalidade, o peso-leve possui 22 vitórias e oito derrotas. O último triunfo aconteceu em outubro deste ano, ao nocautear Tatsuya Kawajiri.

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