Patrick de Paula tem boa atuação contra o Voltaço e busca ter ano convincente e se firmar no Botafogo

Patrick de Paula inicia bem a temporada com boa atuação pelo Botafogo (Vitor Silva/Botafogo)


Contratação mais cara da história do Botafogo, Patrick de Paula não teve uma primeira temporada de encher os olhos. Com atuações irregulares, o meio-campista esteve longe do ideal em 2022 e foi questionado acerca da quantia paga pelo Glorioso: R$ 33 milhões. Com o início de uma nova temporada, o jogador busca resgatar seu futebol do início de Palmeiras e voltar a ter uma sequência positiva, desta vez com a estrela solitária no peito.

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Para isso, o atleta conta com o apoio do técnico Luís Castro que aposta em seu talento para equilibrar o meio de campo alvinegro. O comandante português sempre deixou claro que conta com o jovem e quer vê-lo evoluir. Tanto que o escalou como titular no triunfo sobre o Volta Redonda, ao lado de Tchê Tchê e Marlon Freitas. Agora, o foco é ter uma sequência de bons desempenhos para convencer o torcedor e ganhar confiança para ter um ano melhor.

É preciso ponderar que o Alvinegro tinha uma série de desfalques neste primeiro jogo do time principal. Mas cabe a Patrick aproveitar as oportunidades e se encaixar em um setor que tem outras opções que fizeram um 2022 mais convincente. Ele necessita corresponder em campo para justificar o valor pago, para ser um jogador decisivo e craque do time.

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Outro aspecto importante que pode sinalizar um avanço e a retomada da carreira do jovem é a mudança de postura. Ao longo de 2022, a dedicação do jogador foi questionada por parte da torcida, algo essencial para o crescimento de um atleta dentro de campo. O externo é importante e, muitas vezes, a possível falta de atitude para se sobressair e tomar conta do setor foi posta em xeque. O volante oscilou dentro de uma mesma partida, sendo pouco participativo na maioria delas.

Diante do Voltaço, Patrick de Paula foi um dos melhores em campo e teve uma atuação promissora para seu futuro em 2023. Ainda é cedo para fazer qualquer diagnóstico pela fragilidade do adversário e por ser apenas um jogo. Entretanto, o volante demonstrou disposição nas transições ofensivas, vindo buscar a bola na defesa para armar a equipe.

Além disso, ditou o ritmo do meio de campo e acertou três bons lançamentos apostando na bola longa. Em um deles, achou Gustavo Sauer na área para tocar de cabeça e deixar Fernando Marçal livre para abrir o placar. Com todo o contexto aqui apresentado, o desempenho deixa um saldo positivo para a sequência da competição.

- Patrick de Paula fez o que tinha que fazer, a missão foi entregue, cumpriu, espero que continue um bom caminho. Marlon Freitas já conhecemos bem, jogou no Atlético-GO, sempre foi muito sério e dedicado ao longo dos dias de treino, procurando dar o máximo dele, estando no momento ofensivo e no momento defensivo. Carlos Alberto não vinha jogando muito no time dele, foi uma oportunidade dele, tem qualidades para desenvolver. Vamos tentar desenvolver o máximo possível, como em todos os jogadores da equipe B, para tentar aproveitar da forma mais eficaz ao longo da temporada – explicou Luís Castro.

Com a transformação em SAF e os investimentos de John Textor, o Botafogo precisa elevar seu patamar e entrar de vez na disputa dos títulos de forma competitiva. Com isso, um jogador que não consiga corresponder em campo, ainda mais pelo valor pago, pode começar a pesar.

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O foco é tentar resgatar aquele jogador que atraiu olhares dos torcedores na época do Palmeiras. Em campo, o volante tem qualidade para dar dinâmica ao setor, mas precisa estar mais ligado e na mesma intensidade do coletivo. Luís Castro já mostrou indícios que opta por quem está melhor e não seleciona por nomes, o que traz à tona o desafio de Patrick fazer valer todo investimento em que lhe foi atribuído.