Parlamento Europeu condena "ligas dissidentes" e rejeita Superliga

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Por Simon Evans

(Reuters) - A Uefa saudou uma resolução do Parlamento Europeu contra "competições dissidentes", mas os apoiadores da Superliga Europeia defenderam o projeto, dizendo que a União Europeia precisa garantir uma "concorrência justa e aberta".

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, disse que o órgão vai trabalhar com a UE para "proteger" o futebol europeu.

"A mensagem do Parlamento Europeu em nome dos cidadãos da UE é clara: a Europa e os europeus se opõem fundamentalmente a projetos de ruptura, como a fracassada Superliga Europeia, que ameaçam os valores do esporte europeu", disse.

"O futebol europeu não é um mercado destinado a servir apenas os interesses da elite e ganhos financeiros -- é uma história de sucesso europeia que serve a toda a sociedade. Continuaremos a trabalhar com a UE para fortalecer e proteger o modelo desportivo europeu no futebol europeu."

Em abril, doze dos maiores clubes europeus anunciaram que pretendem criar uma nova Superliga e romper com a já estabelecida Liga dos Campeões da Uefa.

A medida fracassou após uma reação hostil do mundo do futebol, dos torcedores e de governos. Os seis clubes ingleses envolvidos no projeto, mais Inter de Milão, Milan e Atlético de Madri, desistiram.

Os times espanhóis Real Madrid e Barcelona e a italiana Juventus continuam a impulsionar a ideia, e há procedimentos em andamento em um tribunal de Madri que impediram que a Uefa puna os clubes dissidentes.

Em maio, a corte pediu que o Tribunal de Justiça da União Europeia determine se a Fifa e a Uefa, as entidades que governam o futebol mundial e continental, estão violando a lei de concorrência da UE ao impedir que os clubes criem a nova liga.

A resolução, aprovada pelo Parlamento Europeu por 597 votos a 36 e 55 abstenções, pediu um "modelo esportivo europeu" com um "compromisso forte" de integrar os princípios de solidariedade, sustentabilidade, inclusão para todos, concorrência aberta, mérito esportivo e justiça".

Sem caráter obrigatório, a resolução disse que o Parlamento "se opõe fortemente a competições dissidentes que minam tais princípios e ameaçam a estabilidade do ecossistema esportivo em geral".

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