Neymar e boa companhia - Paraguai 0 x 2 Brasil

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Paquetá celebra com Neymar o segundo gol no Paraguai - FOTO Christian Alvarenga/Getty Images

No primeiro contragolpe em Assunção, Gabriel Jesus vai ao fundo pela ponta-direita (onde começou a jogar pelo Brasil na Copa América de 2019); toca para trás para Richarlison trombar com a zaga e a bola sobrar limpa para Neymar marcar seu 11º gol em 18 jogos de Eliminatórias.

Muita facilidade para um sistema defensivo com cinco na zaga. Muito menos difícil quando se tem Neymar querendo ainda mais jogo, em grande partida. Buscando a bola lá atrás. Aproximando-se do amuado Firmino. Bem servido por Jesus e por Richarlison pelos lados.

O gol com 3 minutos facilitou a tarefa do time de Tite. O Paraguai só chegaria com perigo duas vezes no tempo inicial. Uma logo em seguida, aos 7, num rebote que Alderete mandou o canudo de fora da área, e Ederson fez defesa impressionante. A Seleção teria um lance com Richarlison aos 12. Mais nada.

Mas, desta vez, com qualidade. Com a bola, um 4-2-1-3 ofensivo. Quando atacado, o Brasil se fechou muito bem no 4-4-2, com Firmino e Neymar.

No segundo tempo, o amarelado Fred foi substituído por Paquetá. Deixando o Brasil mais uma vez ainda mais ofensivo, do modo como Tite gosta de usar o ex-rubro-negro, como o segundo volante.

A primeira chance foi do capitão Marquinhos, que mais uma vez ganhou de cabeça em escanteio, e mandou à direita do goleiro, aos 9 (respondendo ao lance idêntico de Gómez, aos 2 – na penúltima chegada perigosa paraguaia). Aos 18, Neymar perdeu grande chance, em ótima recuperação de Gabriel Jesus na saída de jogo paraguaia.

Mesmo sem ser brilhante, o Brasil era mais seguro. E quase não sofria perigo do modesto time rival. Aos 24, Richarlison desperdiçou ótimo contragolpe.

Aos 27, Tite resolveu fechar um pouco mais o time. Mas não tanto: com Douglas Luiz no lugar do discretíssimo Firmino, Paquetá foi avançado. Aos 35, ele ganharia Cebolinha por um canto no lugar de Richarlison, e Gabriel Barbosa no de Gabriel Jesus.

A Seleção ficou ainda mais veloz e incisiva e foi premiada com outro belo gol, de Paquetá, aproveitando jogada do melhor em campo – Neymar, aos 47.

A primeira vitória brasileira em Assunção em Eliminatórias desde 1985. A sexta seguida neste torneio. Igualando o desempenho das Feras de Saldanha em 1969.

Qualquer semelnança...

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