Para sanear dívida bilionária, Atlético-MG busca sucesso dentro de campo, criando assim, novas receitas

Valinor Conteúdo
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Sem futebol, com a paralisação do Campeonato Mineiro, que volta no dia 1º de abril, no noticiário do Atlético-MG teve muitos acontecimentos fora das quatro lindas, como o anúncio que o clube fará um evento para mostrar sua situação financeira, incluindo a dívida de mais de R$ 1 bilhão.

O trabalho da atual diretoria do Galo é conseguir sanear o clube e torná-lo sustentável para os próximos anos. Por enquanto, o alvinegro conta com a ajuda dos parceiros, em formato de mecenato, porém é algo que não deve ser uma situação permanente, requerendo ações que deixem o clube saudável financeiramente.

A estratégia de contar com a renda do futuro estádio e ter um time milionário que consumiu mais de 200 milhões de reais em reforços, pode exigir outras iniciativas no curto prazo para manter o Galo sem problemas financeiros.

Há correntes internas que sugerem a venda de patrimônios do Atlético, como a outra metade do Shopping Diamond Mall(50% já foram negociados para ajudar a financiar a construção do estádio). Esse recurso não agrada Sérgio Coelho, presidente do time mineiro.

- Se puder evitar, é o melhor. Desfazer de patrimônio nunca é bom. Me incomoda muito. Mas se tiver que acontecer, irá acontecer. Claro que o presidente não vende nada, é o Conselho que autoriza ou não a venda. Primeiro, precisamos ver se será necessário propor isso ao conselho. Espero que não seja preciso - disse, em entrevista à Rádio Itatiaia.

O dirigente indicou que o caminho para um retorno financeiro salutar é ser protagonista dentro de campo nos próximos anos.

-O resultado financeiro que temos que alcançar só será possível se o time for protagonista dos campeonatos. É dessa forma que iremos conseguir aumentar as nossas receitas- completou Sérgio Coelho que explicou que espera o fechamento do ano fiscal de 2020 para analisar se uma venda do Diamond seria o ideal neste momento.

O Atlético-MG fatura 15% de participação em aluguéis/luvas das lojas e estacionamento, o que correspondeu a R$ 10,5 milhões em 2020 e pode cair para R$ 8,2 milhões em 2021, valores menores do que são gastos com os juros de dívidas ativas.

- Eu gosto muito de conta, números, parte de financeira me atrai. O Atlético gasta um valor cinco, seis vezes maior com juros em relação ao que ele recebe de dividendos do Diamond. É uma coisa que incomoda. Vender patrimônio nunca gostei. Estamos esperando fechar os resultados do ano passado, vamos fazer esse planejamento nosso, estratégico. E aí, sim, iremos ver se precisa propor isso ao Conselho. Mas precisamos de estar com os números fechados para falar com propriedade - concluiu o presidente.