Para Martine e Kahena, o ganho de competir contra homens supera a questão física

Mastro e vela são maiores em relação à 49erFX, o que exige mais força. Porém, o benefício às atletas vai além

Martine Grael e Kahena Kunze vivem uma atípica porém valiosa experiência na Copa Brasil de Vela, disputada nesta semana em Porto Alegre: Elas competem contra os homens na 49er, uma classe com mastro e vela maiores em relação à 49erFX, o que demanda muita força física das atletas, mas ao mesmo tempo, contribui muito ao time.

- Adquirimos mais competitividade e temos mais oportunidades de disputar uma regata. Temos mais horas de competição, estudando movimentos do barco e como fazer bem várias manobras. Acredito que quando voltarmos ao FX, as coisas ficarão mais fáceis. Só temos a ganhar aqui - declarou Kahena.

Além disso, não é a primeira vez que as campeãs olímpicas competem contra atletas do naipe masculino, como explica Martine.

- Antes da introdução da FX em 2012, já havia mulheres na 49er. Nas outras classes aqui no Brasil, ocorre de homens e mulheres competirem juntos, inclusive no mesmo barco.

- Quando estávamos começando a competir, disputamos um estadual na 49er. Na época não tínhamos muito domínio do barco, mas aprendemos muito - completou Kahena.

Ao final do quarto dia de competições, a dupla soma 27 pontos perdidos. Foram disputadas três regatas nesta quinta-feira, com Martine e Kahena terminando na quarta posição em duas e em terceiro em uma. A próxima regata será nesta sexta-feira, a partir do meio-dia.

Entre os dias 23 e 30 de abril, as velejadoras disputarão a segunda etapa da Copa do Mundo, em Hyères, na França. Para elas, o nível de competitividade estará maior do que na etapa inicial em Miami.

- Várias atletas da Europa já estão treinando para essa etapa, assim como outras que não competiram nos Estados Unidos. Tenho certeza de que teremos uma dificuldade bem maior - apontou Kahena.













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