Pará é um "fenômeno". Amado pelos treinadores e odiado por torcedores

Yahoo Esportes
Pará levanta o troféu de campeão carioca pelo Flamengo, em 2019. Foto: Andre Melo Andrade/Am Press & Images/Gazeta Press
Pará levanta o troféu de campeão carioca pelo Flamengo, em 2019. Foto: Andre Melo Andrade/Am Press & Images/Gazeta Press

O Flamengo perdeu para a LDU de Quito e colocou sua classificação em risco na primeira fase da Libertadores da América. Vai decidir a vaga contra o Penharol, em Montevidéu, jogando pelo empate. Grande parte da torcida nação rubro-negra elegeu os seus culpados pela derrota: Abel Braga e Pará.

Peço licença para escrever sobre o lateral-direito. Pará é um fenômeno, na realidade atual do futebol brasileiro. É um dos nomes mais criticados no Brasil, inclusive por mim, mas sua carreira se resume a três grandes clubes e alguns títulos. Pará está na quinta temporada pelo Flamengo, com 196 jogos e quatro gols marcados. Ninguém tão ruim assim consegue se sustentar por muito tempo com uma camisa tão forte como a do Flamengo. Para quem já teve Leandro, Toninho Baiano e até Léo Moura, Pará fica a milhares de quilômetros de distância e não entra na galeria dos 20 melhores da posição na história do Fla. Agora, ou ele se mantém pelo temperamento e comprometimento, ou nosso futebol que é carente de talentos e novidades.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Pará está com 33 anos e tem contrato até dezembro de 2019. Revelado no Santo André, foi destaque no Santos de Neymar e Ganso, a partir de 2009, como campeão da Libertadores, Copa do Brasil e bicampeão paulista. Fez 174 partidas e dois gols.

Partiu para o Grêmio e repetiu o sucesso como titular em 170 confrontos e um gol, em duas temporadas e meia. Um cara muito ruim não conseguiria passar por três gigantes, se não fosse útil. Por isso, o debate em torno de Pará é plausível, porque ele não tem bola para isso, mas ao mesmo tempo, tem a confiança de treinadores que chegam, vão embora e ele fica.

Pará é monstro, para os técnicos. Jogador comum para muitos jornalistas e cabeça-de-bagre para vários torcedores. Quem está certo? No Praetzel FC, não jogaria, pelo meu gosto por futebol.

Leia também