Para conseguir uma vaga no Hall da Fama do futebol americano nacional é preciso, primeiro, diminuir o ego

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No início do ano, trouxe a notícia que, dentro do complexo de futebol americano que será construído em São Paulo, vai existir um Hall da Fama para quem contribuiu ativamente no desenvolvimento da modalidade, no Brasil, ao longo da história. E me pergunto: Quais serão os critérios para eternizar um nome nesse concorrido espaço que vai ficar para a posteridade? Muito além de números e troféus, é importante ter a humildade de saber se a sua marca no esporte foi realmente algo que mudou o curso do FABR.

Como todos que acompanham o futebol americano podem imaginar, pessoas ilustres na modalidade devem ter seus nomes garantidos. E quando eu digo ilustres, me refiro a Walter Silva, Thomas Noonan, André José Adler e Luciano do Valle, que começaram a popularizar a NFL no país e introduziram ao brasileiro esse esporte tão complexo de uma forma mais simples e explicativa. Além disso, pensando em transmissões e expansão para conquista de público, não posso deixar de citar comunicadores que fizeram história nos últimos anos como Everaldo Marques, Paulo Antunes, Paulo Mancha e Rômulo Mendonça. Estes, por mais que argumentos contrários possam vir a ser levantados, também ajudaram - e muito - o esporte chegar aos 27 milhões de fãs da NFL que existem hoje, no Brasil, de acordo com pesquisa da Kantar Ibope Media.

Falando de FABR, não acredito que apenas títulos devem ser o bastante para conseguir uma vaga no Hall da Fama. Gestores que têm grande notoriedade no futebol americano brasileiro como Ricardo Trigo, presidente do Corinthians Steamrollers e FEPAFA, Abraão Coelho, que está à frente do América Locomotiva há anos, Bruno Guilherme, CEO da Brasil FA e MGFL, que auxilia no desenvolvimento e expansão do esporte, os irmãos Breno e Bruno Takahashi, que fizeram do T-Rex um modelo de programa a ser seguido em todo o Brasil (e fora, também), Cristiane Kajiwara, agora presidente da CBFA, que também trabalhou na SPFL, auxiliando a liga a se transformar em um modelo para o resto do país, Rodrigo Feo, que assim como o Abraão, fez do Spartans Football uma parte dele, estando há diversos anos se dedicando e dando tudo de si pelo esporte, entre outros dirigentes notórios, devem estar aptos para garantirem seus nomes neste memorial.

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E quando eu falo que não bastam troféus para entrar neste seleto grupo, é porque diversos jogadores consagrados podem ainda levantar dúvidas quanto à sua entrada ou não no Hall da Fama. Mas vale ressaltar os atletas que já escreveram o nome na história do futebol americano seja dentro de campo, dominando no jogo, ou fora dele, ajudando a modalidade a se expandir. E nisso ressalto nomes como os Linebackers Igor Mota e Gerson Santos, o Linha Ofensiva Dhiego Taylor, o Cornerback Raphael da Cruz, os Wide Receivers Heron Azevedo e Victor Hugo Mega, os Quarterbacks Ramon Martire, Rodrigo Dantas e Álvaro Fadini, entre tantos outros atletas que mudaram a forma do esporte ser disputado no Brasil, elevando o nível a um patamar internacional.

Além disso, dentro e fora de campo, menciono também o ex-Fullback do Corinthians Steamrollers - e agora Deputado - Alexandre Frota, que continua trabalhando em prol da modalidade e dando visibilidade ao FABR mesmo após “se aposentar” dos gramados, sem esquecer de Dan Muller, Head Coach do Brasil Onças na Copa do Mundo de 2015, que se dedica ao esporte há anos, e que agora está no comando da seleção brasileira de flag football, que vai competir em Israel. E, claro, Durval Queiroz Neto, que passou pelo Cuiabá Arsenal e saiu do Galo Futebol Americano para jogar no Miami Dolphins, um feito histórico que abre inúmeras portas para jovens que sonham em trilhar o mesmo caminho.

Gestores, jogadores, técnicos e comunicadores que participaram ativamente no desenvolvimento do futebol americano no Brasil devem ter seus postos garantidos no Hall da Fama. E se você não concordou com alguns dos nomes citados acima, é porque realmente existem inúmeros personagens nesta extensa lista que devem ser considerados, também. Mas é claro que não estou aqui para ditar a regra de quem deve ou não entrar no memorial. A discussão de nomes deve acontecer para o bem do FABR e para que a história guarde quem, de fato, alavancou a modalidade para outro patamar, no país.

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