Papo com Helio Castroneves: 'Acelerar antes do Natal'

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Hélio Castroneves
    Hélio Castroneves
    Automobilista brasileiro


Amigos, tudo bem?

Depois de dias maravilhosos em Ribeirão Preto, já estou de volta aos Estados Unidos. Foi uma estada muito rápida, de apenas oito dias, mas muito legal. Fazia tempo que não visitava a cidade e estava morrendo de saudades dos meus pais. Por causa da pandemia, eles deixaram de viajar constantemente aos Estados Unidos e sinto muita falta do seu Helio e da Dona Sandra. Pelo menos, deu para matar um pouco da saudade.

Apesar de a minha agenda ter sido basicamente familiar, tive o grande prazer de participar de um evento da Lide Ribeirão Preto. Muitos itens do meu acervo foram expostos e eu tive a oportunidade de falar um pouco de minha carreira para um grupo de grandes empresários, que muito fazem pela cidade e região. Foi muito legal e agradeço demais pelo carinho de todos.

Agora, estou totalmente voltado para as questões de pista, pelo menos até o Natal. Na segunda-feira, dia 6, vou para Sebring. Será o primeiro teste do Simon Pagenaud no carro da Meyer Shank Racing. Além de rever meu querido amigo e novo companheiro de equipe, é o início do trabalho na IndyCar 2022. É certo que o Simon se acostumará rapidamente com a nova estrutura e já vamos testar algumas coisas importantes.

Depois disso, nos dias 7 e 8, ou seja, terça e quarta, mudarei de pista e de carro. Será a hora de virar a chavinha da IndyCar para IMSA e passaremos dois dias em Daytona treinando com o Acura ARX-05 da MSR. Como vocês sabem, minha primeira corrida em janeiro será a Rolex 24 at Daytona e precisamos deixar tudo tinindo para lutar pela vitória.

São dois dias para aproveitar bastante, pois a gente desenvolveu algumas coisas depois da prova de Petit Le Mans e agora é hora de verificar se está tudo em ordem. Essa, sem dúvida, será a primeira coisa que faremos na pista. Depois disso, dedicação total para o acerto do carro.

A pior coisa que existe é chegar no mês de janeiro sem tudo definido. O raciocínio é mais ou menos esse. Se a corrida fosse em 1º de janeiro, já estaria tudo pronto no final do dia 8. Isso significa que o Roar e os treinos oficiais serão dedicados ao acerto fino, aqueles detalhes que, mesmo numa prova de 24 horas, podem fazer – e fazem! – enorme diferença.

Fechada essa programação, saio correndo de Daytona para Indianapolis. Lá, na capital mundial do automobilismo, cumprirei no dia 9 de dezembro uma agenda intensa, mas muito legal. Tão legal que dedicarei toda a coluna da semana que vem para falar disso.

Forte abraço a todos, cuidem-se, protejam-se desse tal de ômicron e vamos que vamos!

* Helio Castroneves, especial para o LANCE!

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos