Panam Sports oferece 4.000 vacinas a atletas e membros de delegações das Américas para Jogos de Tóquio

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Foto de um cartaz dos Jogos Olímpicos de Tóquio, tirada no dia 13 de abril de 2021

A Organização Esportiva Pan-Americana (Panam Sports) ofereceu 4.000 doses de vacina contra a covid-19 a atletas e membros das delegações das Américas que participarem dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2021, informou o órgão americano nesta terça-feira.

"Fizemos um esforço significativo e chegamos a um grande acordo que ajudará todos os atletas que não tiveram a possibilidade de se inocular, a poderem receber a vacina Johnson & Johnson nos Estados Unidos, e assim viajar mais protegidos para competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio", disse o presidente da Panam Sports, Neven Ilic, em comunicado divulgado nesta terça em Santiago, no Chile.

A Panam Sports informou a todos os Comitês Olímpicos Nacionais que os atletas terão financiamento para as passagens aéreas para ir a Miami, onde serão vacinados.

Atletas e membros de delegações a serem inoculados devem receber a vacina contra o coronavírus pelo menos 30 dias antes de entrar no Japão, explicou a Panam Sports.

Esta vacinação será realizada graças à colaboração da Universidade de Miami, do Consulado do México em Miami, e atingirá não só os atletas que comparecerem a Tóquio, mas também aqueles que vão viajar para a cidade colombiana de Cali em novembro para participar dos Jogos Pan-americanos Juvenis.

- Uma vacinação difícil -

Atletas de mais de 40 países da América Latina e do Caribe participarão das Olimpíadas de Tóquio. Nesta região, uma das mais afetadas pela pandemia, a vacinação está lenta e desigual e enfrenta problemas de abastecimento.

"Sabemos que em muitos de nossos países do continente é muito difícil ser vacinado contra o covid-19", disse Ilic, ex-presidente do Comitê Olímpico do Chile.

No Brasil, que tem uma das maiores representações do continente nos jogos e que na Rio-2016 contou com 462 atletas, cerca de 35 milhões de pessoas (16% da população) foram vacinadas com a primeira dose e quase 17 milhões com a segunda, até a semana passada.

O Chile, com um dos processos de vacinação mais acelerados da região, tem 7,5 de seus 19 milhões de habitantes vacinados com duas doses, e sua representação em Tóquio espera superar os 42 atletas que foram para os Jogos do Rio-2016.

Em março passado, Cuba começou a vacinar mais de uma centena de atletas que buscam uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio com uma das vacinas em testes concebidos e desenvolvidos na ilha, entre eles o lutador Mijaín López, vencedor em Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016.

As Olimpíadas de Tóquio deveriam ter sido realizadas em 2020 de julho a agosto, mas a pandemia obrigou a serem adiadas para este ano a partir do dia 23 de julho, embora muitos ainda temam pela segurança sanitária dos atletas diante da pandemia que se recusa a deixar o Japão.

Os organizadores continuam repetindo que medidas antivírus muito rígidas e a proibição de espectadores do exterior permitirão que os Jogos Olímpicos sejam realizados "em total segurança".

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