Palmeiras vai para o "tiro no escuro" sobre treinador

Alexandre Praetzel
·2 minuto de leitura
Anderson Barros é diretor-executivo alviverde desde 11 de dezembro (Cesar Greco/Palmeiras)
Anderson Barros é diretor-executivo alviverde desde 11 de dezembro. Ele virou praticamente um dirigente secreto (Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras perdeu dez meses para entender que precisava adotar um novo modelo de jogo, depois do próprio presidente Maurício Galiotte admitir esse fato, um ano atrás. A diretoria contratou Vanderlei Luxemburgo e se arrependeu, adotando uma postura devastadora de técnicos, sem apontar os dedos para a gestão e seus executivos. Os culpados estão sempre do lado de fora, enquanto internamente o Palmeiras está entregue aos jogadores.

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Agora, o time está sem um comandante mais uma vez, porque o Palmeiras “achou” que só a grandeza do clube seria suficiente para contratar Miguel Angel Ramírez. Dois integrantes, apoiados pelo patrocinador, foram ao Equador para fechar com Ramírez, mas voltaram de mãos vazias. A principal explicação é de que o espanhol quer terminar o trabalho no Independiente Del Valle, na Libertadores, para depois assumir o Verdão. Justo. Ramírez não quer abandonar a instituição que lhe abriu as portas. Se o Palmeiras tinha tanta convicção em Ramírez, deveria aceitar e esperar, apesar das disputas da Copa do Brasil e a própria Libertadores. O Inter fez isso com Edoardo Coudet, contratando Zé Ricardo por 11 partidas. Não sei se foi o mais correto, mas mostrou uma linha de trabalho, algo que ninguém sabe mais se existe no Palmeiras.

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Por ora, o Verdão está com Andrey Lopres e vai apelar para planos B e C, por pura emergência. Gabriel Heinze e Guilhermo Schelotto aparecem como opções. A Crefisa quer um estrangeiro e isso tem peso na gestão. Só que trazer um estrangeiro só por trazer, num momento complicado, sem tempo para treinar e com decisões semanais dentro de campo, não indicam um sucesso imediato e qualquer profissional irá querer tempo e paciência, algo que o Palmeiras nunca deu aos seus profissionais.

Vem aí o “tiro no escuro” palmeirense. Pouco, muito pouco, para uma gestão que profissionalizou algumas áreas, mas se perdeu no departamento de futebol. A ver.

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